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10 Pontos – Logística Reversa

10 Pontos – Logística Reversa

Conheça os 10 ponto da Logística Reversa

1.   Conceito

Processo de gerenciamento de retorno dos materiais já utilizados e após o fim do seu ciclo de vida com ênfase no seu reaproveitamento ou descarte apropriado visando neutralizar seu impacto e a preservação ambiental. Geralmente este processo é conduzido, a partir da coleta dos produtos inutilizáveis, por parte da empresa que os produziu. Deverá ser empregado nesse processo, também, o conceito de lucrativa e assim estar alcançando a sustentabilidade ambiental e econômica.

2.    Legislação

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi definida pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, e seu regulamento, Decreto Nº 7.404 de 23 de dezembro de 2010, onde destacam-se a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e a logística reversa.  Nos termos da PNRS, a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos é o “conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei. Obrigatoriedade através da Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 para empresas que trabalham com:

  • Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens;
  • Pilhas e baterias;
  • Pneus;
  • Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
  • Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
  • Produtos eletroeletrônicos e seus componentes;
  • Produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro.

Apesar de apenas os setores citados acima possuírem obrigatoriedade, é preciso que as empresas se atentem à publicação de novos acordos setoriais, pois eles podem modificar a listagem de empresas obrigadas à prática da logística reversa.

3.    Planejamento de Implementação

Um processo de logística reversa deve começar pelo mapeamento do ciclo de vida do produto e deve ser considerada as melhores formas de coleta e destinação destes produtos após o fim de sua vida útil:

  • Descrever detalhadamente todas as etapas desde a(s) matéria(s) prima(s) utilizada no processo de produção, passando pela sua comercialização e até sua destinação final atual;
  • Buscar alternativas de soluções e realizar Estudo Técnico, Econômico e Ambiental para cada uma das alternativas;
  • Definir a nova solução;
  • Implementar e definir claramente as etapas, seus respectivos responsáveis e acompanhar através de um cronograma físico e financeiro.

4.    Parcerias

A parceria é uma das melhores maneiras para se implementar a logística reversa, pois caso a empresa deseja fazer tudo sozinha, os custos serão altíssimos. Além disso, é possível que boa parte dos resíduos tenha que ser descartada por falta de aplicações. Com as parcerias, é possível uma empresa utilize o resíduo da outra em seus processos produtivos.

5.    Acordos Setoriais

Os acordos setoriais são atos de natureza contratual, firmados entre o Poder Público e os fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, visando a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. O processo de implantação da logística reversa por meio de um acordo setorial poderá ser iniciado pelo Poder Público ou pelos Setor Privado. Os procedimentos para implantação da logística reversa por meio de um acordo setorial estão listados na subseção I da seção II do Capítulo III do Decreto nº 7.404/2010.

6.    Ferramentas

Existem alguns softwares e plataformas de mercado que mapeiam todo o processo de geração, entrada, recuperação e tratamento dos resíduos e cobrem todas as etapas do processo além de auxiliarem na destinação Apesar de atualmente as empresas obrigadas a praticar a logística reversa em geral se enquadrarem na categoria de grandes empresas, isso não significa que as pequenas também não possam realizá-la. Muito pelo contrário, é possível que as pequenas utilizem e gerem valor a partir deste processo.

7.    Benefícios

  • Identificação de novas oportunidades de negócio;
  • Antecipação a pressões legais e da sociedade;
  • Atendimento a legislação;
  • Redução dos custos decorrente da diminuição de desperdícios e economia de insumos;
  • Menor exposição a riscos;
  • Impacto positivo na reputação (ativos intangíveis);
  • Atrai publicidade espontânea;
  • Cria um poderoso diferencial de mercado;
  • Geração de lucros

8.    Marketing

A logística reversa é hoje uma excelente forma de marketing, pois mostra ao mercado e à sociedade, a preocupação da empresa com os impactos ambientais de sua operação, contribuindo assim positivamente para a imagem do negócio.

9.    Vantagens

Um sistema de logística reversa pode apresentar muitas vantagens para a empresa que o implementa, uma vez que pode representar um diferencial competitivo ou estratégico, pois há casos em que os resíduos acabam agregando valor à operação da empresa. Há também a questão da imagem da empresa, que é favorecida quando ela pratica e divulga a logística reversa. Hoje busca retirar muito valor dos resíduos dos produtos recolhidos onde organizações se especializam na prestação do serviço de logística reversa para empreendimentos que possuem obrigação de praticá-la.

10. Tendência

A tendência mundial é que a logística reversa seja expandida para todos os produtos, fazendo com que os resíduos que são de fato depositados na natureza sejam mínimos. O que também contribui para a diversificação da economia, atingindo principalmente pequenos empreendedores da área de reciclagem e coleta de resíduos.

Texto: José Raul Fabbri

Diretor de Relações Institucionais | OMAS -Organização Meio Ambiente e Sustentabilidade

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