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A bomba de Hiroshima “combatendo” o Covid e a energia limpa.

A bomba de Hiroshima “combatendo” o Covid e a energia limpa.

Em 1945, os norte americanos lançaram no fatídico 06 de agosto a Bomba em Hiroshima, morrendo de imediato cerca de 80 mil seres humanos, e o mesmo número pelos efeitos da radiação, nos meses subsequentes.

Três dias após, Nagasaki é atacada com uma bomba de plutônio que ceifou outras 80 mil vidas nos meses seguintes.

Portanto cerca de 250 mil seres humanos, obviamente japoneses na totalidade, perderam suas vidas.

Estima-se que se o presidente dos EUA na oportunidade, Harry Truman, se tivesse optado pela invasão do arquipélogo japonês de forma convencional (infantaria, aviões,navios), cerca de 300 mil pessoas morreriam, entre civis e militares, norte-americanos e orientais.

Caro leitor, se você fosse o presidente dos EUA durante a 2.a Guerra, teria sacrificado seus soldados através de uma invasão, ou acionado a bomba atômica e matado somente “inimigos” ?

Qual o lado “certo” nesta questão ?

Sob a ótica norte-americana, é obviamente a opção escolhida. Para a nação japonesa que viu corpos mutilados e queimados, não precisamos aqui grafar.

Ou seja, o lado certo na verdade é: NENHUM… o errado começou já em 1914 no início da I Guerra e seguiu com a ascensão de Hitler.

Da mesma forma, o problema do Coronavírus teve início com o descontrole sistêmico com a Saúde Pública que permitiu que a pandemia se alastrasse da Ásia para o mundo. Temos hoje portanto, uma típica 3.a Guerra Mundial, felizmente sem bombas … mas que da mesma forma produzirá vítimas entre civis e “militares”, que são os combatentes do vírus muito além do campo da saúde … afinal a coleta de lixo, (por exemplo), continua em todo mundo, não sendo os mesmos “diretamente” agentes da saúde.

Portanto caberá a cada presidente de cada nação, sua opção de combate ao vírus, “invadindo ou não” o “arquipélogo” do inimigo, neste cenário resistente de guerra.

Obviamente, qualquer escolha levará a muitos óbitos, uns no curto prazo, outros no médio e outros no longo.

Por exemplo, moradores de rua de São Paulo, que somam cerca de 15.000 pessoas, terão sua vidas encurtadas, por falta de alimento das sobras do comércio, ora fechado. Tá certo fechar ? Para os moradores de rua, certamente não. Para os trabalhadores do comércio sim e talvez para comerciantes não.

Uma coisa é absolutamente certa, quanto mais subdesenvolvido economicamente um país, a reação bélica será a escolha mais comum nesta batalha, por um motivo simples. Generais buscam escolher suas estratégias olhando seus parcos suprimentos e recursos para “sustentar” a guerra.

Analogamente, temos o “exemplo” de Hitler na guerra que desprezou os suprimentos alemães. Decidiu invadir a antiga União Soviética, cercando Leningrado (hoje São Petersburgo), por 900 dias, sem nunca dominar a cidade. Este longo esforço de guerra, enviando homens, munição, água, alimentos e medicamentos, por quase 03 anos, sistematicamente, combaliu as reservas econômicas da Alemanha, que acabou sendo invadida e rendida em maio de 1945. (1) . Sendo assim, numa guerra para capturar um “arquipélogo” alguns generais escolherão bombas devastadoras, matando também civis … outros escolherão a invasão tradicional e para tal, enviarão na frente soldados que morrerão na sua grande maioria para abrir frente aos demais para invasão.

A qualquer tempo, mas especialmente em tempos de guerra, comentários e críticas são sempre bem vindas, desde que acompanhadas de uma solução viável para vencermos a batalha.

Mas um fato é CLARO: não tem lado “certo” nesta disputa. E cada “general” fará sua escolha de combate , de acordo com seus “soldados” e suprimentos… enfim recursos .

Cabe aqui neste encerramento uma reflexão final …

A energia solar tem nos ensinado algo muito especial. Cidades como Cuiabá com o calor infernal, não é tão adequada quanto se pensa para produzir energia solar. Pois, as células fotoelétricas precisam de luz e não de calor, para transmitir energia limpa.

Da mesma forma debates acalorados sobre o Coronavírus, não lançam luz sobre o tema desta “guerra”.

E assim, cabe a cada cidadão lançar “Luz” e não “Calor” para produzirmos energia limpa.

Estranhamente, a própria energia nuclear é limpa, portanto depende de cada Nação como explorar sua usinas nucleares.

Historicamente sabemos o resultado quando aplicada no modelo de “agosto de 45 “… e sabemos também de antemão que o resultado de guerras são inevitáveis, dependo da escolha: soldados ou civis ?

Qual a melhor escolha?

Pergunte ao espírito de Harry Truman.

Texto: Robeto Mangraviti

(1) Inexplicavelmente, o Japão seguiu resistente na guerra, não assinando o armistício no momento da rendição dos alemães, sendo atacado somente 90 dias depois de infrutíferas negociações, com 2 bombas devastadoras.

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade pela WEBTV. Palestrante, Moderador de Seminários Internacionais de Eficiência Energética, Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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