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A insensatez estratégica é um péssimo sinal.

A insensatez estratégica é um péssimo sinal.

A nomeação de Moreira Franco, como “ministro”, e a guerra de liminares que se seguiu, é um péssimo sinal de fendas, talvez insuperáveis, na estrada de Temer.

É óbvio imaginarmos que esta escolha de Temer, alçando Moreira Franco ao status de ministro, colocaria esta opção sob risco, de ter a  sua imagem associada a equívocos praticados por   Dilma e Lula. Existe risco pior, do que ter sua imagem associada a Lula e Dilma?

É óbvio que NÃO !

Vale lembrar que a  faixa do eleitorado  que acredita em Lula (apesar das dezenas de evidências contrárias), continuará cega e entenderá sempre que o atual presidente é um usurpador, produza ele bons ou péssimos resultados.

Portanto esta faixa do eleitorado estará SEMPRE contra o governo atual.  E notem, caros leitores,  que os “feitos” de  Dilma, que não se sustentam nenhum  em pé (pois  todos foram engolidos pela recessão)  é uma página virada na história dos seus eleitores e correligionários. Seus amores e olhares, estarão doravante, somente em Lula.

Por sua vez, a outra faixa do eleitorado, sendo mais realista e lógica (que enxergam o desastre econômico dos últimos anos), não estava e nunca esteve a  favor de Temer, mas somente contra a péssima gestão dos últimos 13 anos.

E portanto,  agora, após o acidente “ Moreira Franco”,  esta ultima faixa passou a  associar  o “ modus operandi” de Temer ao de  Lula (e /ou Dilma). Ou seja a decisão de elevar Moreira Franco ao olimpo de ministros, conseguiu provocar reações negativas na parte da população que teria alguma paciência ou simpatia pelo atual governo. Resumindo,com uma única atitude, desagradou   100% da população.

Teria Temer então apostado suas fichas somente na força política dentro Congresso, para sustentar sua escolha equivocada, esquecendo que do lado de fora da Esplanada dos Ministérios, existe uma força chamada povo?

Pode ser, mas neste caso, teria sido um erro estratégico, maior do que abraçar o capeta em praça pública.

Tendo o governo, cometido um equívoco estratégico tão óbvio e de aparente inocência, podemos constatar 02 aspectos muito peculiares  nos ambientes de gestão ineficientes e fadadas ao desastre.

Constatação 1:  Gestor que erra estrategicamente na sua escolha, é possível que esteja tão absolutamente pressionado por produzir bons resultados,  que  toma atitudes mal avaliadas por conta destas  urgências, colhendo invariavelmente resultados extremamente danosos.

Constatação 2: A pior  delas … gestor que toma  atitudes estratégicas equivocadas (supondo que tenha refletido antes ) fez porque não poderia agir de forma diferente, e resolveu correr o risco. Em outras palavras, foi  OBRIGADO a agir desta forma.

Portanto, parece que nuvens negras cercam o horizonte do Palácio do Planalto, ou por um motivo ou por outro.

Então como deverão ficar as coisas daqui por diante, após esta insensatez?

Tudo leva a crer que a “escolha” por  Moreira Franco, são prenúncios inequívocos que a “lua de mel” de Temer com grande parte da população chegou ao fim.

E por último, lembrar de uma lição estratégica antiga, que todo dirigente  conhece, mas que poucos executam.

Quando um gestor pretender  impor uma nova dinâmica de atuação, que o diferencie do seu desastrado antecessor, deverá sempre produzir as grandes mudanças estruturais, nos 6 meses iniciais da sua gestão. Pois nesse momento o  “novo”, fala mais alto que os gritos dos velhos adversários. Por sinal é obviamente, o que está fazendo João Doria, com extremo  sucesso em São Paulo.

Resta-nos agora perguntar se, a “lua de mel” de Temer já acabou e estaria o divórcio batendo a sua portal?

Curioso lembrar … a gestão atual entra em fevereiro, no sexto mês de exercício.

Vixi …mais um péssimo sinal para o governo Michel Temer.

Texto: Roberto Mangraviti
contato@sustentahabilidade.com

 

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade pela WEBTV. Palestrante, Moderador de Seminários Internacionais de Eficiência Energética, Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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