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A MERLA … “parente” da cocaína.

A MERLA … “parente” da cocaína.

Continuando o nosso artigo sobre cocaína, falaremos aqui sobre a Merla, que  assim como o crack, é uma droga “parente” da cocaína. Sendo a merla  um derivado da cocaína, um quilo desta,  chega a produzir 3 quilos  de merla.  A composição  contém além das folhas de coca, produtos químicos como ácido sulfúrico, querosene, cal virgem, gasolina, benzina, éter,e outros, que ao serem misturados se transformam numa pasta onde se concentra cerca de 40 a 70% de cocaína. Pode ser  ingerida pura ou misturada em um cigarro comum, ou de maconha(bazuca).

Em vista da composição “explosiva”, é uma droga muito perigosa, que causa dependência física e psíquica à pessoa, além de danos irreparáveis ao organismo. Quando consumida,  é absorvida pela mucosa pulmonar e gera estimulos ao Sistema Nervoso Central, causando no usuário reações  semelhantes provocadas pela cocaína: aumento de energia, diminuição do sono, do apetite levando consequentemente a acentuada  perda de peso. Mais ainda, provoca psicose tóxica como alucinações, delírios e confusões mentais, podendo gerar no usuário convulsões e perda de consciência. Em casos de convulsões, potencializam os riscos de gerar no usuário uma parada respiratória, coma, parada cardíaca,  levando-o consequentemente  à morte.

Os efeitos duram cerca de 15 minutos, sendo que, a primeira sensação é de bem estar. E uma das características mais marcantes, impossível  de disfarçar, é o cheiro que o corpo exala na eliminação pela transpiração intensa, dos produtos químicos utilizados no preparo da droga.

Outras características marcantes no  usuário da merla, é apresentar a ponta dos dedos amarelada, olhos avermelhados, lacrimejantes e irritados, respiração ofegante, tremores nas mãos, irritação e inquietação. Ao longa do tempo o usuário poderá perder seus dentes, pois na merla existe um composto misturado chamado ácido de bateria, que começa furar os dentes até que a perda total aconteça.

Passado o efeito, é muito comum o usuário entrar em estado depressivo, sentir medo e paranóia, sentindocaína-se perseguido, podendo leva-lo ao suicídio.

Fundamental também destacar que as transformações químicas e “novas descobertas” na composição da merla, impactam consideravelmente no aumento da criminalidade, em razão do dano gerado no consumidor e no efeito pernicioso em toda “cadeia produtiva”.   A prevenção e esclarecimento ainda são os melhores remédios.  Contudo quando o vício atinge o cidadão, o tratamento indicado  é a internação para desintoxicação, psicoterapia e grupos de autoajuda. Mas  infelizmente, o tratamento para dependentes da droga é muito difícil , pois a abstinência da merla leva cerca de 20% dos usuários ao suicídio. Portanto novamente destacamos: prevenção nas escolas e nos lares é o melhor caminho de combate a esta doença que se alastra perigosamente.

Autores: Nancy M.F.Peres , Raquel Arantes e Renan Fernandes de Oliveira

dependenciaquimica@sustentahabilidade.com

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