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A NASA está usando “jardins marcianos” para estudar a dinâmica do planeta vermelho

A NASA está usando “jardins marcianos” para estudar a dinâmica do planeta vermelho

Os seres humanos ainda vão um dia pisar em Marte, e não podemos levar todos os nossos alimentos com a gente. A maioria, se não toda, terá que ser cultivada na superfície do planeta atualmente hostil. Antes de converter a atmosfera para uma respirável e alterar completamente o clima, precisamos saber se o próprio solo é fértil. Felizmente, a NASA está trabalhando sobre este problema usando simulações de “jardins marcianos” encontrados tanto no Kennedy Space Center e o Aldrin Space Institute na Florida.

Fazendo várias pesquisas, os cientistas concluíram que o solo mais próximo de Marte está localizado no solo vulcânico do Hawaii – diversas quantidades de rocha desmoronaram, água e nutrientes foram misturados com as sementes de várias culturas, a fim de ver quais as condições são melhores para iniciar alguma agricultura fora do planeta. O projeto está atualmente em seus estágios iniciais, mas até agora, a alface foi cultivada com sucesso.
Ao longo de um estudo piloto de 3,5 semanas de duração, bioquímicos e ecologistas tentaram crescer alface em três ambientes diferentes – um com estimulantes do crescimento bioquímicos e nutrientes, um com apenas nutrientes, e uma diretamente no solo terrestre.

Dentro dos solos estimulados, a taxa de germinação foi de até três dias mais lento do que nos grupos de solos terrestres, o que significa que a agricultura em Marte pode demorar um pouco mais do que na Terra.
Um teste de nove meses de duração testará não só alfaces, mas também rabanetes, acelgas, couves, couve chinesas, ervilhas, pimentas anãs e tomates.

Esta não foi a única tentativa para o cultivo em solo marciano simulado. Em junho, uma equipe de cientistas holandeses demonstraram que rabanetes, ervilhas, centeio, e tomates podem realmente ser cultivados, os quais não contêm níveis perigosos de metais pesados, prejudicando a saúde, como o chumbo, cobre ou cádmio. Eles também cresceram batatas, mas é necessário mais testes para ver se estes são seguros para comer também.

Texto: Cristian Reis Westphal
contato@sustentahabilidade.com

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Estudante de Engenharia Química. Lidera há 7 anos o projeto Ciência e Astronomia, que compartilha informações nas áreas da ciência e astronomia. Trabalha com divulgação científica em escolas e disponibiliza telescópios para observações em praças.

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