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Alimentos feitos de insetos, uma realidade de mercado.

Alimentos feitos de insetos, uma realidade de mercado.

A Universidade Harvard, fundada em 1636, desde 2014 havia desenvolvido o estudo para inserção de farinha de grilos (cultivados em laboratórios) em salgadinhos.

O Portal SustentaHabilidade naquela oportunidade destacou o fato, sob a ótica de que um rebanho de grilos “demanda 2.000 vezes menos água que um rebanho bovino e emite 100 vezes menos gases de efeito estufa, além de serem ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais.”

Destacávamos em 2014 que certamente o produto emplacaria, e mais recentemente (2017), retomamos o tema (vide link no final) dizendo que já havia emplacado.

Nesta semana a BBC divulgou que os suíços definitivamente absorveram o hábitos de consumirem insetos desde o lançamento de uma linha de produtos em agosto passado.

Sendo assim, isto torna, os alimentos feitos de insetos, uma realidade de mercado, em algumas partes do mundo e que avançarão sobre mercados.

Segundo a agência “Hambúrgueres e almôndegas produzidos com farinha de verme moído têm atraído tanta atenção dos consumidores que a procura desencadeou o desenvolvimento de novos petiscos com esse tipo de fonte proteica. Uma barrinha energética feita com grilos crocantes, passas e tâmaras é a nova moda, por exemplo.”

O apelo da sustentabilidade mira no público jovem e “estiloso” ou hispter, para ficar no campo mais técnico da expressão.

Melchior Füglistaller, representante da empresa Essento, fabricante dos produtos, afirmou “O que queremos é abrir um novo mundo de possibilidades culinárias para nossos consumidores e convencê-los de que insetos são realmente deliciosos. Estamos cientes de que pode levar um tempo até as pessoas começarem a consumir insetos diariamente, mas estamos trabalhando por isso, todos os dias”.

Populações com mente aberta compõe também o nicho de mercado dessas empresas, pois segundo Andrea Bergman, representante da rede de supermercados Coop, à BBC Brasil, “Não apenas por ser uma alternativa à carne, mas por razões culinárias mesmo”.

Vale destacar que na Suiça, o quilo de hambúrguer de carne bovina custa ao consumidor 58 francos (R$ 190), contra 52,60 francos (R$ 170) o o quilo de hambúrguer de insetos, ou seja 11% mais barato.

SUSTENTABILIDADE É UM FATOR PRIMORDIAL

Se o preço não representasse um motivo racional de mercado, a sustentabilidade é um fator primordial.

Segundo Angel Gurría , secretário geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o padrão de consumo dos suíços é insustentável, em razão do equilíbrio econômico e social da populção.

E estudos ratificam que naquele pais, em média o consumo per capita de proteína é de 150 gramas diárias, ou seja 3 vezes mais que o necessário, elevando as emissões de gases de efeito estufa, consumo de água entre outros.

Texto : Roberto Mangraviti
contato@sustentahabilidade.com

Outros Textos do Autor:

Grilos, percevejos etc … nossa alimentação do futuro?

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade pela WEBTV. Palestrante, Moderador de Seminários Internacionais de Eficiência Energética, Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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