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Ansiedade é genética?

Ansiedade é genética?

Observamos pessoas com estilos de vida e níveis de ansiedade diferentes. Embora um certo nível de inquietude seja adequado para que nos mexamos e coloquemos nossos planos em prática, ficarmos ansiosos além da conta pode, pelo contrário, paralisar nossas ações e nos deixar doentes. Há uma série de medicamentos que podem auxiliar na regulagem da ansiedade, bem como terapias alternativas para tratar do problema. Entender como e por que ficamos ansiosos pode ajudar a cuidar dessa doença do mundo moderno. É sobre estes mistérios que veremos a seguir.

O sistema nervoso de nosso corpo transmite informações (do cérebro para os músculos, por exemplo) através de células eletricamente excitáveis ​​chamadas neurônios. Para comunicar-se uns com os outros, esses neurônios têm para transmitir sinais entre si sobre os espaços entre eles, junções chamadas sinapses. As células usam substâncias químicas chamadas neurotransmissores para transmitir sinais dos transmissores de um neurônio para os receptores de um neurônio vizinho. Não temos certeza de quantos diferentes neurotransmissores nossos cérebros usam, mas os pesquisadores, até agora, identificaram mais de 100 destas moléculas mensageiras.

Um desses neurotransmissores é anandamida, um nome que vem da palavra sânscrita para ananda alegria ou felicidade, que (você adivinhou) ajuda o nosso cérebro se comunicam felicidade, facilidade e conforto. Os níveis de anandamida, também conhecida como a molécula de felicidade, em nosso cérebro são regulados pelo FAAH (ácido graxo amida hidrolase), que trabalha para desativar a anandamida, convertendo-o em outros ácidos.

Talvez existam genes que nos deixem menos ansiosos. Os doutores Francis Lee e Iva Dincheva do Weill Cornell Medical College estão investigando uma variação do gene que, para os cerca de 20% dos adultos tiveram a sorte de tê-lo, faz com que eles tenham menos FAAH. Sem tanto FAAH para quebrar sua anandamida, ela pode persistir por mais tempo nas sinapses para enviar suas mensagens químicas felizes. A nova pesquisa mostra aqueles com o gene variante não são apenas mais maduros, mas também mais facilmente capazes de esquecer as experiências negativas anteriores.

Ainda é cedo para dizer em definitivo todas as causas da ansiedade. O que se sabe, é que muitos são os fatores que podem influenciar no problema, como o ambiente e que se vive e as situações que se vivencia, além do fator biológico.

Autor: Cristian Reis Westphal

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Estudante de Engenharia Química. Lidera há 7 anos o projeto Ciência e Astronomia, que compartilha informações nas áreas da ciência e astronomia. Trabalha com divulgação científica em escolas e disponibiliza telescópios para observações em praças.

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