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Drogas Sintéticas – 2.a Parte – riscos ainda maiores.

Drogas Sintéticas – 2.a Parte – riscos ainda maiores.

Retornando ao tema das drogas sintéticas, vamos aqui aprofundar um pouco mais o assunto. Reconhece-se que nos Estados Unidos, cresce o número de usuários de maconha sintética de forma assustadora. Mas, já se tem notícia de que no Brasil, o produto pode ser adquirido por sites na internet e, o consumo também cresce a cada dia.

“As misturas variam”. Os produtos químicos variam. E vale destacar que pode-se compartilhar o mesmo pacote e observar reações absolutamente diferentes, de um indivíduo para outro .

Esta é a maior preocupação, pois cada organismo desenvolve uma reação diferente causando danos de diferentes formas. Apesar de usuários relatarem que nunca sofreram efeitos colaterais, a “spice” (apelido da droga) está ligada a várias fatalidades na Austrália, na Rússia e nos Estados Unidos.

Segundo médicos da universidade de Lancaster a droga é extremamente imprevisível por misturar diversas substâncias. Muitos componentes químicos encontrados em canabinoides sintéticos, são proibidas para o consumo humano. Portanto não há como saber o que essas drogas continham quando fabricadas ou quão perigosas podem ser, informaram os cientistas do grupo de pesquisa.

Alguns canabinoides artificiais são bem mais potentes que outros, e seu consumo está ligado a problemas cardíacos, respiratórios e digestivos. Estas substâncias que simulam o efeito da maconha, foram criadas há mais de 20 anos nos Estados Unidos para testes em animais, e faziam parte de um programa de pesquisa sobre o cérebro.

Mas na última década, elas passaram a ser facilmente compradas por cidadãos comuns pela internet ou em tabacarias e o termo “spice” que era originalmente o nome de uma marca, tornou-se o jargão utilizado para se referir a estas novas drogas.

Destaca-se ainda que foram realizadas pesquisas para comparar as reações obtidas em dois grupos distintos: pessoas que nunca tinham experimentado maconha e usuários de maconha do tipo ‘skunk’ ou “skank”, mais potente. Os resultados em ambos os casos, apontaram um risco três vezes maior de atingir um surto de psicose. A psicose refere-se a delírios ou alucinações que podem estar presentes em certas condições psiquiátricas, como esquizofrenia e transtorno bipolar. E o risco de psicose em usuários de maconha é determinado pela frequência do uso e da potência da droga.

Já o ‘skunk’ contém mais THC (tetrahidrocanabinol) do que outras variações da cannabis, principal ingrediente psicoativo da maconha. Quanto ao haxixe, encontram-se quantidades substanciais de outro produto químico chamado canabidiol, ou CBD.

Esses produtos conhecidos oficialmente como canabinóides sintéticos, são comercializados sob nomes de Spice, K2, Black Mamba e Crazy Clown e fabricados por pulverização de produtos químicos psicoativas em material vegetal. Portanto a maconha sintética (composta de uma mistura de ervas e aditivo químico) age nos mesmos receptores cerebrais que a maconha normal , sendo consumida da mesma maneira, através de cigarros. Mas os resultados do consumo deste produto são diferentes, segundo explicou o médico Lewis Nelson, da NYU da Langone Medical Center, que afirmou “Clinicamente eles (os usuários) não se parecem com alguém que fumou maconha e sim com alguém que consumiu anfetamina: ficam com raiva, suados e agitados”.

Evidencia-se desta forma através destes estudos, que quanto mais se proíbe um produto, outros novos vão surgindo e de uma maneira assustadora. E por constituírem misturas artificias e ainda com ocorrências pouco divulgadas, os usuários certamente estão expostos a um perigo muito maior, com consequências imprevisíveis.

Autores: Nancy M.F.Peres , Raquel Arantes e Renan Fernandes de Oliveira

Foto: Fantástico/Globo

dependenciaquimica@sustentahabilidade.com

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