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Espécies ameaçadas de extinção

Espécies ameaçadas de extinção

Na primeira semana deste mês de setembro, a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) divulgou a notícia de que o PandaGigante da China saiu da lista de espécies em ameaça de extinção. Em 1970 ambientalistas fizeram o alerta de que a espécie estava em declínio, principalmente pela devastação de seu habitat(lugar na natureza onde uma espécie vive) devido ao avanço das cidades e caça indiscriminada para uso de sua pele e carne. Porém, somente em 1988 o governo chinês proibiu a caça deste animal no país e a partir de então também foram estabelecidas áreas de conservação ambiental e ações de reflorestamento, resultando em 2/3 dos animais vivendo em áreas protegidas, em um aumento da população em 17% nos últimos 10 anose em um total de cerca de 1860 animais na naturezaem 2014. Este anúncio foi considerado uma vitória para os grupos conservacionistas já que este animal foi o grande símbolo de campanhas de alerta à extinção de espécies e símbolo em prol conservação da biodiversidade.No entanto, as mudanças climáticas ainda podem reduzir em cerca de 30% o habitat da espécie nos próximos 80 anos, podendo levar novamente à intensificação da ameaça ao Panda Gigante.

Mas, apesar do recente anúncio, o PandaGigante continua na faixa das espécies “Em ameaça”, passando da categoria de “Criticamente em Perigo” para a categoria de “Vulnerável” à extinção. Mas o que isto significa?

A IUCN possui, desde 1964, uma classificação sobre o estado de conservação de espécies de animais, plantas, fungos e protozoários do planeta. Esta classificação faz parte da conhecida Lista Vermelha das espécies ameaçadas, que estabelece critérios para avaliar os riscos de extinção de milhares de espécies.

Os grupos de classificação (figura abaixo) são determinados a partir do tamanho da população da espécie (número de indivíduos), distribuição e fragmentação desta população.A categoria “Pouco preocupante” (LC) é a categoria de risco mais baixo, onde se incluem espécies abundantes e bem distribuídas. O risco vai se elevando proporcionalmente nas categorias que seguem à esquerda na figura abaixo:

 

criterios-de-especies-ameacadas

 

As espécies que se encontram nas categorias “Vulnerável” (VU), “Em perigo” (EN) e “Criticamente em Perigo” (CR) são consideradas ameaçadas. A categoria “Extinta na natureza” (EW) inclui espécies que já desapareceram da natureza e só ocorrem em cativeiro. Uma espécie é considerada “Extinta” quando o seu último indivíduomorre.

A partir destas observações, vemos que o Panda-Gigante pulou sua classificação dois níveis à direita, de CR para VU, porém ainda mantendo-se como uma espécieameaçada. Exemplo contrário a este é o do Gorila da África Oriental que passou da categoria EN para CR correndo o risco de desaparecer da natureza.

Segundo a última lista de espécies ameaçadas divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente (2014), no Brasil existem 3285 espécies de plantas e animais ameaçadas de extinção e 1 espécie animal extinta na natureza, a Ararinha-azul da Caatinga, protagonista do filme “Rio”. Em junho de 2016, houve o registro de um indivíduo desta espécie de ave voando livremente na mata de Curaçá (BA), provavelmente proveniente de um cativeiro.

atualizacao-de-especies-ameacadas

arara-azul

sauim-de-coleira

mico-leao-dourado

lobo-guara

pau-brasil

Por que estas espécies estão ameaçadas de extinção?

A ameaça de extinçãode espécies ocorre principalmente por causa do desmatamento de áreas nativas, fragmentação de habitats, erosão e desertificação dos solos, construção de hidrelétricas, poluição de águas, solo e ar, uso de agrotóxicos, introdução de espécies exóticas (que não são nativas), caça e exploração predatórias, entre outros fatores.

 

Por que preservar e conservar a biodiversidade?

Porque a redução da biodiversidade leva a perdas ambientais de importantes funções dos ecossistemas, como regulação do clima, proteção de solos e de águas, etc; além de prejudicar as atividades humanas as quais dependem dos recursos da natureza. Mas independente de todas estas questões, o ser humano tem dever ético de proteger as demais formas de vida para o bem da natureza e para benefíciode nossa própria espécie, pois preservar e conservar a biodiversidade é proteger a vida.

Autora:Laís Nunes
contato@sustentahabilidade.com

REFERÊNCIAS:

IUCN
Super Interessante
Green Me
O Eco
Portal do Meio Ambiente e do Cidadão

IMAGENS:

Green Me
UOL Notícias
Ministério do Meio Ambiente
SAVE Brasil

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Bióloga e pedagoga com mestrado em Biologia Vegetal (UNESP Rio Claro). Tem interesse nas áreas de ecologia, ecossistemas aquáticos, educação ambiental e sustentabilidade.

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