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Favelas X The New York Times …e os novos paradigmas

Favelas X The New York Times …e os novos paradigmas

O “The New York Times“ no início de 2013, publicou que as receitas obtidas com a circulação superou a publicidade, pela primeira vez na história do jornal. Assim sendo, o tradicional impresso norte-americano escancarou ao seu leitor e ao mundo, que outras mídias (naturalmente entre elas redes sociais) estão minando os resultados da empresa.

Nas terras tupiniquins, outras notícias nos dão conta de mudanças abaixo da linha do equador que vale destacar.

Há no Brasil, um recém criado instituto de pesquisa, voltado somente para estudo do consumo e comportamento das Classes C e D ,em razão obviamente do impacto econômico desses consumidores. O chamado “Data Favela”, estará divulgando no dia 04 de novembro, paradoxalmente no luxuoso Copacabana Palace do Rio de Janeiro, o resultado da última pesquisa. Entre outras “novidades“, será noticiado que 40% dos indivíduos que compõe as citadas classes pesquisadas, possuem TV de Plasma. É um número absolutamente significativo.

Na verdade estas pesquisas ratificam outras tendências já percebidas há muito, especialmente nas cidades como o Rio de Janeiro, onde a concentração excessiva de moradores, coloca de forma não menos paradoxal todas as classes num mesmo espaço urbano.

Outra recente pesquisa, aponta que na capital da Velha República, 90% dos jovens das 5 maiores “comunidades” , (eufemismo disfarçado pelas emissoras de tv para a expressão favela) acessam a internet, especialmente para xeretar no Facebook. Convenhamos que 90% é um número e tanto.

Está montado então um estranho mapa de consumo e tendências dos novos tempos onde antigos paradigmas estão caindo por terra. De um lado o NYT perde anunciantes para o Facebook. Do outro lado, consumidores de baixa renda que obviamente não leem o centenário jornal porém, movimentam uma poderosa economia como a brasileira, focam esta nova mídia que leva o anunciante a investir cada vez mais em mídias sociais e menos em mídia impressa, mesmo que seja o tradicional The New York Times.

Alguns correspondentes internacionais,entendem que o NYT está esforçando-se para alterar e diversificar o conteúdo do jornal, já que a circulação agora é fonte primordial de receita. Porém, como atrair um leitor que agora acessa cada vez mais Facebook(também nos EUA) e se interessa cada vez menos pelas decisões do Obama ou por Wall Street, é a questão.

O“imbróglio”para as empresas aí está. Escancarado.

Entender a Responsabilidade Social Corporativa neste confuso universo de novos interesses, mistura de raças e credos é fundamental para manter-se minimamente alerta no mercado.

Envolver-se nas questões ambientais e sociais da população para entender este novo mundo, é um dos caminhos mais baratos e eficientes para a salvaguarda dos negócios.

Para NYT hipoteticamente financiar uma TV Comunitária na Rocinha, informado onde se encontra o remédio mais barato ou o feijão preto mais saboroso aos cariocas custa peanuts,contudo poderá facilitar a relação comercial com potenciais anunciantes hoje distantes do jornal. E nesta gama de oportunidades estão desde os produtores da Tv de plasma, de um aplicativo instalado no equipamento que localizou o doril na farmácia próxima ou ainda do fornecedor do “feijão social”, pois todos são gigantes em suas áreas, necessitando inclusive  fidelizar consumidores em outras classes, através de ações sociais.

Enfim o impasse aí esta.

A cidade do Rio de Janeiro é lembrada carinhosa e romanticamente como a  “ex-capital da velha república”.

Nos dá até um certo ar nostálgico.

Torçamos para que no futuro não nos refiramos nostalgicamente sobre algumas empresas como um  “ ex-negócio  de um velho capitalismo” .

 

Roberto Mangraviti

Economista, Consultor de Estratégias de Sustentabilidade da Trade Marketing. Colunista do Instituto de Engenharia de São Paulo. Consultor da ADASP – Associação dos Distribuidores e Atacadistas/SP. Criador, Produtor e Apresentador do Programa Sustentahabilidade,  na WebTV.Editor do Portal Sustentahabilidade.com

 

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade.com pela WEBTV. Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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