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Freelancer …e a “gig economia”

Freelancer …e a “gig economia”

Neste segundo texto sobre o trabalho dos freelancers pelo mundo, aprofundamos o tema destacando o conceito da Gig Economy, também conhecida como “Freelance Economy“ ou , “Economia sob demanda”, que refere-se a uma área do mercado de trabalho, onde empresas contratam trabalhadores temporários.

Pode isto ocorrer, por uma expectativa de venda pontual ( Natal, Páscoa etc), sob a ótica do contratante, ou ainda, porque o trabalhador está envolvido em outras questões de vida pessoal, e não pretende trabalhar com o contratante por mais de 90 dias.

E nestes casos os motivos podem variar como, “fazer caixa de curto prazo” para uma viagem ao exterior … empreender um novo negócio… ou até rodar o mundo trabalhando aqui ou acolá, conhecendo os quatro cantos do planeta.

Um estudo feito pelo JP Morgan Chase Institute revela que “o número de Gig Workers nos Estados Unidos cresceu 10 vezes desde 2012”. Dirão alguns que isto é reflexo da instabilidade econômica dos mercados, que leva o empresariado a ser comedido no momento de contratar.

Mas convenhamos que a partir de 2012, EUA, Reino Unido, Alemanha entre outros, tiveram crescimento econômico consistentes que não justificaria um crescimento de 10 vezes no trabalho temporário, no período observado.

Portanto há que se considerar que existem outros fatores, também preponderantes, pela escolha deste tipo de “trabalho” nesses mercados mais estáveis, por parte do trabalhador.

Pois esta opção está relacionada com um novo modo de vida alinhado com os tempos atuais.

Nestas situações, pessoas com objetivos de vida que vão além da realização profissional, justificam esta “escolha”.
E o perfil deste contratado, apresenta um espírito empreendedor, que valoriza a independência, e que gosta de “agarrar “ chances.

Em contrapartida, pelo lado da empresa contratante, além da óbvia escolha pela redução de custo, com uma contratação temporária, há também uma nova “visão econômica” focada no perfil de eficiência neste grupo de trabalhadores.

E esta tendência contratante se confirma com a pesquisa elaborada pela pela Deloitte no Global Human Capital Trends 2016, em mercados estáveis, confirmando que as empresas pretendem apostar mais em freelancers ao longo dos próximos cinco anos.

Considerando que o “frila” muitas vezes trabalha em casa, esta tendência tem aumentado a eficiência e resultado dos serviços prestados para o home office.

Pois este trabalhador está mais “conectado” com o mundo, via internet, e atuando assim, reduz os motivos de stress que leva ao incremento do absenteísmo, pois sabe separar momento de trabalhar e de descansar.

Esta confusão de não desligar-se do trabalho, é muito comum em algumas situações típicas, como a conhecida “depressão do Fantástico”.

Momentos de pico de stress de trabalho, que acontecia ao se ouvir a música do noticiário nos domingos à noite da TV Globo, anunciando a chegada de uma nova semana laboral, e da retomada da dura rotina do trabalho.(*)

Isto fez (e ainda faz) das segundas feiras aquele dia INTERMINÁVEL nos escritórios, sentimento que passa muito longe do trabalhador em home office, onde por vez entre um café e outro, somente se descobre que está trabalhando de pijamas, no final do expediente.

Em suma, há uma sinergia convergente entre contratantes e contratados, em franco crescimento, que deverá ganhar novas nuances neste novo século.

Texto: Roberto Mangraviti
contato@sustentahabilidade.com

(*) Com o advento das TV’s fechadas, este sentimento ficou mais diluído, pois nas década de 70 e 80, observa-se que até 80% dos televisores estavam ligados no noticiário de variedades dominical.
Imagem de Pequenas Empresas e Grandes Negócios.

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade.com pela WEBTV. Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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