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Infraestrutura no Brasil – Concessionárias as únicas com bons resultados( Parte 3)

Infraestrutura no Brasil – Concessionárias as únicas com bons resultados( Parte 3)

Não existe qualidade boa ou ruim em produção, mas sim, qualidade fora dos parâmetros compromissados.

Analogamente, não existe falta de recurso para investimento numa nação, mas sim dinheiro mal gasto ou com índice de resultados fora de padrão aceitável.

Por estes motivos conceituais, que o Brasil posiciona-se muito mal no ranking global de investimentos em infraestrutura.

Numa lista de 138 países avaliados, ocupamos o patamar 116 quando se trata de infraestrutura como um todo, ou seja, 84% dos países estão na nossa frente.

Investimentos em Infraestrutura

 

Infraestrurura Ranking

A ineficiência do Estado, se evidencia, quanto a qualidade do investimento, quando notamos que as únicas posições honrosas (longe de serem excelentes), estão nas áreas que foram privatizadas. Estas últimas portanto (telefona fixa e celular) estão a frente de cerca de 65% dos demais países ( índice médio), nos demais sistemas controlados 100% pelo Estado, “carregamos a lanterna” da ineficiência.

INVESTIMENTOS PRIVADOS

No transporte rodoviário, somente 10%  está privatizado, e quanto a malha em expansão o poder público responde  por 98,6%, donde se conclui que pelos índices históricos observados, não há uma boa perspectiva de curto prazo.

Conforme, esclarece Venilton Tadini, professor da Fundação Getúlio Vargas, entre 22 países europeus, o setor público de infraestrutura é preponderante, com mais de 50%, em apenas quatro países: Eslovênia, Malta, Hungria e Grécia. Nos demais, a proporção é bem inferior. O setor público responde por menos de 20% nos investimentos na Irlanda, Bélgica, Espanha e Alemanha.

LINHA VERMELHA E METRÔ

Conforme divulgou ainda o Diário do Comércio, Venilton Tadini discorreu sobre experiências de sua própria carreira profissional. A mais bem-sucedida foi a Linha Vermelha, via expressa do Rio de Janeiro.

Entre a concepção e a entrega, o prazo foi de apenas oito meses, em 1991, com financiamento do BNDES, e a seguir do Banco do Brasil e do Tesouro.

Citou também o caso do metrô de Brasília, também no início dos anos 90. Ele tinha sido visto como uma obra desnecessária, em razão do adensamento urbano pequeno da cidade.

A lógica em termos de transporte, no entanto, é outra. O metrô passou a disciplinar o próprio adensamento.

Também mencionou o metrô de São Paulo, que partiu da estaca-zero ao lado da Cidade do México. Mas enquanto a capital mexicana tem hoje 235 quilômetros de rede, em São Paulo a rede chega a 72 quilômetros.

“O Estado teve durante seis anos um orçamento superavitário, e mesmo assim construiu apenas nove quilômetros de metrô”, concluiu.

 

Texto: Roberto Mangraviti
contato@sustentahabilidade.com

 

 

 

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade.com pela WEBTV. Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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