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Júlio Verne e a Viagem ao Centro da Terra

Júlio Verne e a Viagem ao Centro da Terra

Toda a criança ligada em ficção científica deveria conhecer Júlio Verne em nossa opinião. Alimentar a imaginação dos pequenos é essencial para o desenvolvimento deles em vários aspectos, como o cognitivo e o social. Neste artigo vamos explorar o que um grupo de cientistas está fazendo para tornar essa fantasia mais palpável. E se fosse possível?

Primeiramente, Jules Gabriel Verne – nome que foi “traduzido” para Júlio Verne em países de língua portuguesa – foi autor de vários livros, entre eles, Viagem ao Centro da Terra. Ele nasceu em 8 de fevereiro de 1828, em Nantes, na França. Ao todo, Júlio Verne escreveu mais de 100 livros. Outra obra de grande destaque no seu portfólio é “Vinte Mil Léguas Submarinas”.

No mundo de Verne, exploradores aventuram-se no subsolo através de um extinto vulcão islandês, que os leva ao centro do planeta. Depois de encontrar flora e fauna exóticas nos confins do planeta, eles são jogados de volta à superfície através da costa da Itália pela erupção de outro vulcão.

Na realidade, explorar abaixo da superfície da Terra não é algo tão simples, diz Damon Teagle, professor de geoquímica no Centro Nacional de Oceanografia da Universidade de Southampton. Teagle já trabalhou em oito projetos de perfuração em todo o mundo, todos os quais se estenderam apenas algumas milhas de profundidade. Esses buracos podem parecer profundos, mas eles estão nem perto de chegar ao centro da Terra, que está em média, 3950 milhas abaixo da superfície (algo em torno de 6350 quilômetros).

A próxima meta de Teagle é alcançar a camada seguinte da Terra após a crosta: o manto terrestre. Ele traz os quatro passos que possibilitarão o atingimento do objetivo:

Passo 1. Escolha uma região favorável

A crosta terrestre varia muito de espessura. Em terra, ele pode estender quase 40 milhas (o buraco mais profundo já perfurado na crosta se estende menos de sete milhas). No fundo do mar, no entanto, a crosta é muito mais fina, a apenas quatro milhas. Então, se você quer melhorar suas chances de alcançar o manto, começar seu buraco no mar lhe dará uma vantagem.

Passo 2. Escolha um bom local de perfuração

Depois que uma região potencial está localizada, a equipe de Teagle procura o melhor local de perfuração utilizando algumas ferramentas que ajudam a determinar a estrutura da crosta, do manto e o limite entre eles. As ondas sísmicas viajam através de camadas da Terra em taxas diferentes dependendo de sua densidade e composição.

Passo 3. Broca, broca e mais broca

Agora para a parte mais difícil: perfurar da plataforma de um navio enorme, que balança para cima e para baixo com as ondas do oceano, requer um ótimo GPS para manter a broca no caminho certo. As camadas rochosas da crosta são incrivelmente duras, então brocas com 12 polegadas de diâmetro avançam apenas cerca de três pés a cada dia e devem ser substituídas a cada 60 horas. A perfuração pode levar de um a dois anos, embora Teagle chame esse período de tempo “otimista”.

Passo 4. Colha amostras

Uma vez que a equipe de Teagle atingir o manto, eles vão começar a medir o buraco de todas as maneiras que puderem, a fim de entender melhor a história geológica, geofísica e geoquímica da Terra.

A maioria dos perfuradores amadores não pode participar de uma expedição como a de Teagle, mas, se você é um estudante de pós-graduação ou professor, você pode ter sorte. O Programa Integrado de Perfuração Oceânica envia professores de ciências do jardim de infância até o nível universitário em expedições de perfuração, além de oferecer programas de treinamento para que estudantes de graduação aprendam o ofício.

Autor: Cristian Reis Westphal

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Estudante de Engenharia Química. Lidera há 7 anos o projeto Ciência e Astronomia, que compartilha informações nas áreas da ciência e astronomia. Trabalha com divulgação científica em escolas e disponibiliza telescópios para observações em praças.

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