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Lixo orgânico e compostagem: uma combinação ideal

Lixo orgânico e compostagem: uma combinação ideal


Você já parou para observar as possibilidades de adubos orgânicos que estão disponíveis e que muitas vezes vão parar direto no lixo? O adubo orgânico caseiro, muitas vezes considerado como lixo, é composto por uma mistura de restos de comida, cascas de vegetais ou de frutas em processo de decomposição. Esses resíduos podem atuar como fertilizantes orgânicos oriundos de restos vegetais ou de animais e serem utilizados na agricultura, para fins de fertilização de solos e para melhoria da nutrição das plantas. Diferentemente dos fertilizantes comerciais, o composto funciona como uma fonte de aproximadamente todos os elementos necessários para as plantas, como nitrogênio, fósforo e potássio. O composto consiste em um balanço contínuo de nutrientes que são liberados gradualmente à medida que ele se decompõe no solo.

A reutilização desses resíduos orgânicos é muito importante, pois muito lixo orgânico é produzido. Com isso, ao preparar o adubo caseiro, contribuímos para que a quantidade de resíduos depositados nos aterros sanitários seja menor e se reduza o custo crescente da eliminação de resíduos, diminuindo também os efeitos negativos sobre o ambiente e a poluição de nossas águas.

Uma dica para quem se interessou em aderir à utilização dos adubos caseiros é a compostagem. A compostagem é uma prática tão antiga quanto à agricultura. É um processo biológico no qual organismos e micro-organismos transformam a matéria orgânica em adubo. Qualquer porção de matéria orgânica, como folhas, lixo de cozinha, esterco de animais, palha de grama cortada ou serragem serve como produto para preparação da composteira. Assim, quando uma pilha de composto é formada, o crescimento microbiano acelera rapidamente, gerando calor que acaba destruindo os micro-organismos patogênicos e nocivos presentes nos compostos.

Alguns exemplos de resíduos que você pode utilizar em sua composteira são:

figura EMPRAPA

 

É muito fácil construir uma simples composteira, veja essa sugestão:

1 – Escolha o local

Procure um local fresco e seco onde você colocará sua composteira. Não deixe o recipiente em locais que possam encharcar, pois isso pode levar os nutrientes embora. Em um recipiente limpo, como por exemplo, um balde, uma caixa plástica ou de madeira ou até mesmo uma lata de tinta, faça alguns furos no fundo, assim como nas laterais para que o oxigênio penetre na caixa.

A oxigenação é importante para preservar uma boa quantidade de bactérias que precisam do oxigênio para realizar a degradação dos compostos. A trituração da matéria orgânica não é essencial, mas pode proporcionar uma grande área superficial para o ataque dos decompositores, acelerando o processo de decomposição.

2 – Monte sua composteira

A composteira é a estrutura adequada ao depósito e processamento do material orgânico. Na base da pilha, coloque os componentes como folhas secas, serragem ou mesmo folhas de jornal que servirão de fonte de carbono. Em seguida, coloque os resíduos orgânicos que você separou e depois recubra com uma camada de grama, palha, folhas de bananeira, de palmeira ou folhagem para protegê-lo do ressecamento, conservando a umidade e o calor. Você também pode cobrir com borra de café que espanta insetos indesejáveis e elimina maus odores.

Não se esqueça de revirar a pilha a cada três dias para manter a oxigenação, assim como a adequada adição de água (não deve ficar muito úmido) para conservar a boa umidade durante o processo de compostagem. Lembre-se que os micro-organismos necessitam do oxigênio e da umidade para degradação dos resíduos orgânicos.

Em aproximadamente dois meses, a compostagem deve estar completa. Os sinais de que o adubo está pronto são sua coloração marrom café, terra homogênea (quando é impossível distinguir os restos) e cheiro agradável. Pronto! Com isso, você fabricou adubo a partir de matéria orgânica. Agora você já pode misturar esse fertilizante orgânico a sua horta ou jardim.

Fonte:

Raven, P. H.; Ray F. E.; Eichhorn, S. E. (2001). Biologia Vegetal, Sexta Edição. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, RJ. pag.717.

Nestor de Paula et al. (2009). Preparo de composto orgânico sem esterco. Embrapa – comunicado técnico. Manaus, AM.

http://www.ib.usp.br/coletaseletiva/saudecoletiva/compostagem.htm

Figuras:

Nestor de Paula et al. (2009). Preparo de composto orgânico sem esterco. Embrapa – comunicado técnico. Manaus, AM.

– ciclovivo.com.br

 

Autora: Karen P Castillioni

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Bióloga com Mestrado em Botânica pela UNESP.Desenvolvedora de estudos ligados à ecologia, conservação, sustentabilidade e impactos das alterações climáticas.

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