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Logística Reversa e Sustentabilidade: Gargalos e a importância diante do Cenário Competitivo

Logística Reversa e Sustentabilidade: Gargalos e a importância diante do Cenário Competitivo

INTRODUÇÃO

O trabalho envolve uma abordagem sobre os aspectos da logística que nos remete ao período da Segunda Guerra Mundial, em que foram necessárias ações estratégicas para o envio de materiais bélicos e outros produtos para o exercito americano. Com o sucesso dessas ações, logo tornou-se possível adotar e aplicar dentro de um contexto empresarial. Um processo logístico é definido a partir de uma função sistêmica que visa uma performance eficiente e eficaz dos fluxo de materiais, recursos e informações de uma organização o qual integra atividades gerenciais e operacionais contemplando as funções da administração de planejamento, direção e controle.
O elemento controlar, das funções da administração, é o centro dos processos logísticos, pois gerencia o fluxo eficiente/eficaz de materiais do ponto de origem ao ponto de destino, com o princípio de adaptá-los às necessidades dos stakeholders.

Hoje, certamente, todo o contexto logístico está passando por reafirmações em suas aplicações e novas diretrizes estão sendo adotadas. Questões relacionadas com os processos de distribuição e que são centrais na logística tradicional e que avaliam desde os sistemas operacionais de aquisição da matéria-prima até os mecanismos de aquisição por parte do consumidor estão tendo o seu ciclo estendido, ou seja, os usos e os meios de descarte e a reutilização desses produtos, passaram a desempenhar um papel importante nos processos logísticos e, sobretudo, para a competitividade das organizações.

Os fatores e as questões socioambientais somadas às questões comerciais e econômicas apresentam-se latentes nas questões estratégicas das operações o que resulta em investimentos logísticos reversos de alto valor agregado. São esses fatores que têm influenciado as empresas a cada vez mais aderirem a Logística Reversa, que consiste em gerenciar o fluxo do ponto de consumo até o ponto de origem, ou seja, é a logística de trás para frente (LACERDA, 2002).

O trabalho está divido em algumas partes as quais julgamos essenciais para o bom entendimento do tema. No item 1 foram desenvolvidos elementos que contemplam os aspectos conceituais gerais da logística reversa. O item 2 associou a responsabilidade socioambiental às questões operacionais reversas, bem como os seus gargalos e alternativas de aplicação. O item 3 analisou um estudo de caso de sucesso no sentido de levar o leitor a um entendimento prático e também estimulá-lo para um visão crítica em relação ao tema. O item 4 contempla uma finalização do trabalho com as considerações dos autores.

1. ASPECTOS GERAIS DA LOGÍSTICA REVERSA

No cenário global competitivo, as organizações modernas reconhecem que além da lucratividade é necessário atender os interesses sociais, ambientais e governamentais, para a garantia de sustentabilidade. Satisfazer os diferentes stakeholders (governo, comunidade local, acionistas, clientes, funcionários e fornecedores) que avaliam as organizações sob diferentes perspectivas. Para isso, a organização necessita aderir a um sistema de planejamento em que esteja associado aos diferentes níveis (tático, operacional e estratégico) de gestão. É necessário ter uma visão sistêmica organizada sobre os novos modelos de competir, colaborar e inovar.

O ideal é transportar para o nível micro e atender de pronto uma necessidade cada vez mais solicitada, representada pelo tripé: REDUZIR, REUTILIZAR E RECICLAR. Essa tendência à descartabilidade, reutilização, reciclagem e redução acentua-se como uma realidade cada vez mais presente em nossa sociedade. A figura a seguir mostra a dinâmica deste novo conceito.


Fonte: Leite, 2009

Como prova disso, temos quantidades maiores de produtos sem uso ou já consumidos, que retornam de alguma forma ao ciclo produtivo ou de negócios. Produtos vencidos, não utilizados, em seu fim de vida ou em condições de reutilização, excesso de estoques não consumidos, totalmente obsoletos, entre outros exemplos, retornam ao ciclo dos negócios ou produtivo com objetivos idênticos, porém por caminhos diferentes dos primeiros. Este desafio, cada vez mais associado às organizações, só será passível de êxito com um planejamento logístico bem estruturado e estrategicamente bem elaborado.

Para começarmos o enfoque sobre logística reversa vamos contar uma breve história da introdução do conceito e sua aplicação, pois ainda é jovem e necessita maturação para se tornar algo de fácil entendimento e adoção pelas empresas.

Os primeiros estudos iniciaram-se nos anos 70-80, tendo seu objetivo principal relacionado ao retorno de bens a serem processados em reciclagem de materiais, com nomenclatura e análise como canais de distribuição reversos. A partir dos anos 90, a logística reversa passou a ser discutida como política socioambiental tornando o tema mais visível no cenário empresarial, principalmente, para as empresas que buscavam na responsabilidade social a formação de pilares que pudessem sustentar sua missão, visão e valores.

Segundo Leite (2009;16) “ A observação dos hábitos empresariais no Brasil tem revelado avanços importantes na implementação da logística reversa, como consequências do crescimento dos volumes transacionados nestes últimos anos, da difusão de suas principais ideias, da melhor compreensão de seus objetivos e possibilidades estratégicas. Bem como das oportunidades empresariais para os agentes das cadeias de suprimentos “.

A importância da Logística Reversa pode ser dimensionada pelo exemplo dos fluxos reversos (SARIAN, 2003).

Sarian em seus estudos demonstrou que a logística reversa seria a solução ideal de sobrevivência de algumas empresas. Segundo ele:

“Nos Estados Unidos, estima-se que os custos logísticos totais representem 10,7% do PIB, sendo a Logística Reversa responsável por 3 a 4%. Para alguns setores como o de distribuição de livros e CDs, a taxa de retorno de mercadorias chega a patamares entre 20 e 30%, fazendo com que a Logística Reversa se transforme em uma questão de sobrevivência para essas empresas” (SARIAN, 2003).

Figura 1. Atividades típicas do processo de logística reversa
Fonte: Lacerda, 2002

1.1 Os Fatores Críticos de Sucesso na Logística Reversa no Pós-Consumo

Para uma maior eficiência no planejamento e controle do processo de logística reversa, há a necessidade de identificar os seus fatores críticos de sucesso que mais influenciam no contexto reverso.

– Bons controles de entrada: consiste na identificação do estado dos materiais a serem retornados e a decisão se o material pode ou não ser reutilizado;

– Processos padronizados e mapeados: a mudança do foco na logística reversa, onde deixa de ser um processo esporádico e de contingência, passando a ser considerado um processo regular, que requer documentação adequada através do mapeamento de processos e formalização de procedimentos. Assim, podem-se estabelecer controles e oportunidades de melhorias.

– Tempo de ciclo reduzido: é o tempo considerado entre a identificação da necessidade de reciclagem, disposição ou retorno de produtos e o seu efetivo processamento.

Os fatores críticos de sucesso na logística reversa são dimensionados, inicialmente, em três perspectivas que aparentemente distintas, se complementam e geram um sistema reverso integrado e eficiente. O sistema de logística reversa necessita de um gerenciamento da cadeia reversa de cunho sistêmico, bem organizado e estruturado, com o objetivo de ter em mãos informações necessárias que permitam entender os motivos do seu retorno e com isto atuar sobre as reais causas que motivaram os retornos, contribuindo na redução dos retornos futuros e atuando nas questões socioambientais no sentido em diminuir o lixo ambiental causado pelo descarte e até criando novos modelos produtivos alimentados por este lixo até então descartável. Certamente, a credibilidade da empresa amentará, assim como a força de sua marca.

É relevante salientar que existe uma diferença entre a logística reversa da pós-venda e do pós-consumo. A primeira caracteriza-se dentro de um contexto no qual o fluxo reverso se une através de elos da cadeia de distribuição direta, possui uma estrutura caracterizada em seu próprio canal produtivo, formada por empresas especializadas em suas diversas etapas reversas. Segundo Leite (p.81), “é formada por empresas especializadas em suas diversas etapas reversas, que constituem o reverse supply chain.”. O modelo de distribuição reversa de pós-consumo são apresentados de forma seriada com uma estrutura tipicamente de sinergia entre as empresas e os agentes da cadeia reversa em diferentes tipos de integração. Leite (p.81), nos mostra a sequência lógica desse sistema: “inicia-se pela primeira posse do bem de pós-consumo, sua coleta e sua primeira consolidação. Essa primeira consolidação, o “varejo-reverso”, normalmente comercializa produtos provenientes de uma região geográfica, englobando poucos bairros, apenas efetuando a seleção e a separação inicial dos materiais”.

A figura a seguir corrobora com as informações e delineia o sistema que ainda precisa ser mais explorado pelas: empresas produtoras, cooperativas, famílias e governo.

Fonte: Leite, 2009.

2. SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Uma característica bem visível para o nosso novo século, é o aspecto sustentável de ordem econômica, social e ambiental. Neste cenário as organizações que pretendem ser sustentáveis necessitam adotarem políticas de produção que não agridam o meio ambiente de modo a gerar valor. As organizações, a partir desse desafio, tornam-se cada vez mais aptas em compreender e participar das mudanças estruturais inter-relacionadas em três vertentes: ambiental, econômica e social, e principalmente não incorrendo em uma crescente ampliação do seu passivo ambiental, obrigações que de modo algum devem ser levadas para as gerações futuras. Uma abordagem importante é a criação da consciência ecológica, através do qual, os recursos naturais sejam utilizados de forma racionalizada, permitindo ao ser humano a sua continuidade em todo o seu ecossistema. A criação de campanhas não somente nas empresas, mas nas comunidades, nas esferas políticas e globais, dando enfoque para uma melhor maneira de uso dos recursos naturais gerando um saldo positivo garantidor para as futuras gerações.

2.1 A Responsabilidade Social Empresarial (RSE)

A (RSE), conforme o Instituto Ethos, tornou-se um fator de competitividade para os negócios. No passado, o que identificava uma empresa competitiva era basicamente o preço de seus produtos. Depois, veio a onda da qualidade, mas ainda focada nos produtos e serviços. Hoje, as empresas devem investir no permanente aperfeiçoamento de suas relações com todos os públicos dos quais dependem e com os quais se relacionam: clientes, fornecedores, empregados, parceiros e colaboradores. Isso inclui também a comunidade o governo, sem perder de vista a sociedade em geral, que construímos a cada dia.

Fabricar produtos ou prestar serviços que não degradem o meio ambiente, promover a inclusão social e participar do desenvolvimento da comunidade que fazem parte, entre outras iniciativas, são diferenciais cada vez mais importantes para as empresas na conquista de novos consumidores ou clientes.

Pelo retorno que traz – em termos de reconhecimento (imagem) e melhores condições de competir no mercado, além de contribuir substancialmente para o futuro do país –, o movimento da Responsabilidade Social Empresarial vem crescendo muito no Brasil. Já é significativo o número de grandes e médias empresas que selecionam fornecedores (micro e

pequenos) utilizando critérios da RSE nos negócios. Também no acesso aos créditos e financiamentos é crescente a incorporação de critérios de gestão responsável.

São muitas micros e pequenas empresas que já contribuem para a melhoria das comunidades nas quais estão presentes. Mas esta deve ser uma postura sistemática, para enraizar valores como a solidariedade em nosso meio social. E, nesse aspecto, o poder dos pequenos negócios é inigualável. Eles reúnem cerca de 45% dos trabalhadores do país e são importantes agentes econômicos em aproximadamente 80% dos municípios brasileiros. O conceito da RSE está relacionado com a ética e a transparência na gestão dos negócios e deve refletir-se nas decisões cotidianas que podem causar impactos na sociedade, no meio ambiente e no futuro dos próprios negócios. De um modo mais simples, podemos dizer que a ética nos negócios ocorre quando as decisões de interesse de determinada empresa também respeitam o direito, os valores e os interesses de todos aqueles que, de uma forma ou de outra, são por elas afetados. Assim, uma empresa pode oferecer o melhor produto ou serviço imaginável para seus consumidores e clientes, mas não estará sendo ética em suas relações com a sociedade se, por exemplo, no desenvolvimento de suas atividades não se preocupar com a poluição que gera no meio ambiente, a transparência é outro conceito que muito tem a ver com ética. A falta de transparência na condução dos negócios pode prejudicar não só clientes e consumidores, mas também a própria empresa.

2.2 Legislação e Certificações

Algumas Resoluções que são utilizadas como, por exemplo, a Conama nº. 258 de 26/08/99, que estabelece que as empresas fabricantes e as importadoras de pneus ficam obrigadas a coletar e dar destinação final, ambientalmente adequada, aos pneus inservíveis, proporcionalmente às quantidades fabricadas e importadas definidas desta Resolução. Esse tipo de instrumento legal acaba praticamente obrigando as empresas a sustentarem políticas de Logística Reversa (BARBIERI e DIAS apud BARBOSA, 2003). E as certificações com base na ISO14000, que de certa forma, padroniza os processos para o setor.

Um dos avanços e um marco de grande importância, foi a provação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12305 / 2010). O objetivo é incentivar a reciclagem de lixo e o correto manejo de produtos usados com alto potencial de contaminação. Contextualiza e traz à tona a discussão sobre a preocupação socioambiental envolvendo resíduos sólidos como objeto logístico. Entre as novidades da nova lei esta a criação da “logística reversa”, que obriga os fabricantes e/ou distribuidores a recolher as embalagens usadas. A medida vale para materiais agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos. A legislação determina que as pessoas façam a separação doméstica nas cidades onde há coleta seletiva. Catadores e a indústria de reciclagem recebem incentivos da União. Além disso, os municípios só receberão recursos do governo federal para projetos de limpeza publica e manejo de resíduos depois de aprovarem os planos de gestão. É importante salientar que a ainda passa por regulamentação. Será necessário, por exemplo, estabelecer um prazo de adaptação para as empresas e disciplinar o tipo de tratamento a cada tipo de material.

2.3 Relações entre a ISO 14000 e a logística reversa

A ISO 14000 representa uma norma padrão relacionada aos diversos conceitos integrados ao tema “responsabilidade sócioambiental”. O objeto de estudo em questão contemplará a dimensão ambiental, entretanto, não há como descolar o conceito ambiental do social, pois a preocupação com a preservação do meio ambiente refletirá, de certa forma, em todo o contexto social. A interação positiva entre o homem e ambiente promoverá a sustentabilidade para a continuidade de uma sociedade. A relação de interdepêndencia dos agentes é a base para o fortalecimento do sistema a partir de seus subsistemas como o social, ecológico, economico, tecnológico e político.

Temos a consciência que os impactos ambientais gerados pelo crescimento econômico constituem um problema para autoridades e demais organizações de naturareza sócioambiental. No início de 1990, a ISO detectou a necessidade de articular determinadas normas que pudessem abordar a questão ambiental de forma diferente, ou seja, a partir da padronização de processos das empresas que de alguma forma fizessem uso de recursos naturais ou que gerassem algum dano em virtude dos efeitos de sua produção para o meio ambiente.

Em 1993, a ISO criou um comitê, intitulado Comitê Técnico TC 207. Seu objetivo era desenvolver normas da série 14000 em áreas relacionadas com o meio ambiente. É importante destacar, sem maior profundidade, que o comitê foi dividido em vários subcomitês, conforme descritos abaixo:

Subcomitê 1: Desenvolveu uma norma relativa aos sistemas de gestão ambiental.

Subcomitê 2: Desenvolveu normas relativas às auditorias na área de meio ambiente.

Subcomitê 3: Desenvolveu normas relativas à rotulagem ambiental.

Subcomitê 4: Desenvolveu normas relativas a avaliação do desempenho (performance) ambiental.

Subcomitê 5: Desenvolveu normas relativas à análise durante a existência (análise de ciclo de vida).

Subcomitê 6: Desenvolveu normas relativas a definições e conceitos.

Subcomitê 7: Desenvolveu normas relativas à integração de aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento de produtos.

Subcomitê 8: Desenvolveu normas relativas à comunicação ambiental.

Subcomitê 9: Desenvolveu normas relativas às mudanças climáticas.

Cada subcomitê foi responsável por uma área específica e novas normas derivadas da ISO 14000 foram sendo criadas ao longo de sua trajetória. Um exemplo é a ISO 14001 que estabelece as diretrizes básicas para o desenvolvimento de um sistema que gerenciasse a questão ambiental dentro da empresa, ou seja, um sistema de gestão ambiental vinculado ao subcomitê 1. É a mais conhecida entre todas as normas da série 14000. Outras normas vinculadas a outros subcomitês também foram sendo criadas como a ISO 14010, 14011, 14012, 14015 e assim por diante. Destaca-se, a título de informação padrão, que os certificados de gestão ambiental da série ISO 14000, em tese e a partir de uma mensuração técnica, atestam a responsabilidade ambiental no desenvolvimento das atividades de uma empresa. Para a obtenção e manutenção do certificado ISO 14000, a organização tem de se submeter às auditorias periódicas realizadas por uma empresa certificadora, credenciada e reconhecida pelos organismos nacionais e internacionais.

No que tange a logística reversa, foi em meados dos anos 90 que o conceito ganhou força como forma de alinhar as estratégias competitivas da empresa às questões ambientais, mais especificamente no ajuste ambiental no que se refere à análise dos impactos dos produtos durante o seu ciclo de vida. O objetivo é avaliar e evitar os impactos negativos do produto ao meio ambiente produto além das fronteiras internas da empresa, ou seja, mensurar e dar respostas quanto o seu uso e, sobretudo, seu descarte.

A logística reversa é mais um conceito regado às metodologias de gestão que contemplou com mais ênfase e sistematicamente toda a cadeia de desenvolvimento, produção e uso dos produtos. O Subcomitê (5) da ISO 14000 foi devidamente contemplado a partir dos processos reversos contribuindo com todo um contexto de padronização da certificação supra, que engloba vários subcomitês que, por sua vez, são diretamente relacionados. Apesar de ainda não estar totalmente regulamentada sua legislação no Brasil , aferindo regras, atividades e procedimentos quanto os processos reversos, algumas empresas, por questões competitivas, estão adotando propostas reversas de atuação e, seguramente, a ISO 14000, na qualidade de certificadora de processos, ocupa um papel determinante na ampliação e pulverização dessa filosofia de gestão.

Portanto, estamos nos referindo a uma realidade de gestão responsável e ao mesmo tempo uma tendência, sobretudo, no Brasil. Boas ações já começaram a dar lucro em nosso

país e a valorizar os respectivos papéis das companhias que incluem entre suas atividades produtivas e comerciais, ações com o meio ambiente, governança corporativa e outras atividades sociais, a exemplo de mercados mais desenvolvidos. A a doção de alternativas de destinação transformando a matéria prima em novos produtos se consolidará em pouco tempo em nosso País, principalmente ao aceitar um novo conceito sobre o lixo, de que ele nada mais que o insumo de um novo produto, gerando uma mudança de paradigma que diretamente afearão as novas gestões logísticas em toda a sua área de atuação.

2.4 PRINCIPAIS GARGALOS E ALTERNATIVAS ADOTADAS

Um dos principais gargalos ainda se encontra na base da pirâmide do processo reverso. A situação atual dos catadores autônomos e informais, que muitas vezes estão sujeitos à ação exploradora dos intermediários, que aparecem como atores que revendem os materiais recicláveis para sucateiros de maior porte ou para algumas indústrias que não possuem responsabilidade socioambiental vinculado à sua gestão.

Segundo o CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem – outro fator importante é o econômico, pois, invariavelmente, ocorre a introdução dos atravessadores nesta cadeia produtiva e os preços podem chegar a quatro vezes mais ao que se costuma pagar.

Existe também a adoção do contexto “responsabilidade compartilhada” por toda a sociedade, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O poder público, o setor empresarial e a coletividade são responsáveis pela efetividade das ações voltadas para assegurar a observância da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A nova legislação impulsiona o retorno às indústrias do pós-consumo e obriga o poder público a realizar planos para o gerenciamento destes resíduos.

Uma das soluções está intrínseca na PNRS (política nacional de resíduos sólidos) com a consagração do viés social da reciclagem, com a participação formal dos catadores organizados em cooperativas. Entretanto, não podemos deixar de cobrar o setor público para que sejam adotadas sistemáticas efetivas e principalmente reais. Temos alguns exemplos, no Município de Araraquara, o lixo reciclado é recolhido duas vezes por semana em todas as residências. Na cidade de São Paulo, tais sistemáticas ainda são insuficientes e desorganizadas. Um exemplo que temos são os condomínios, que separam o lixo e ao passar o caminhão recolhedor, os mesmos são misturados. Portanto, de nada adiantou a separação nas residências. Cabe ao município elaborar estratégias de coletas mais eficientes de acordo com a nova realidade.

3. ESTRATÉGIAS SOCIOAMBIENTAIS CORPORATIVAS: ANÁLISE DE CASO DA EMPRESA TETRA PAK

Pretendemos analisar, diante do caso em questão, a dinâmica das atividades e procedimento da logística reversa, avaliando, sobretudo as interfaces entre os resultados reais das ações socioambientais e os objetivos de negócios das empresas.

A análise foi conduzida no sentido de caracterizar as diferentes vertentes de aplicações estratégicas e, ao mesmo tempo, levantar questionamentos sobre os benefícios da responsabilidade socioambiental por meio de um olhar competitivo. A partir do modelo de sucesso analisado, foi possível evidenciar e discutir o conceito da Responsabilidade Socioambiental por meio da logística reversa. Todas as informações coletadas e analisadas são provenientes de fontes primárias e secundárias.

3.1 Histórico e características da empresa

A Tetra Pak é uma das três empresas do Grupo Tetra Laval, um grupo privado que começou na Suécia. As outras duas empresas são DeLaval e Sidel. A Tetra Laval tem sua sede na Suíça.

A Tetra Pak no Brasil:

A Tetra Pak iniciou suas atividades em solo brasileiro em 8 de junho de 1957, apenas seis anos depois de sua fundação na Suécia, a empresa evoluiu por meio de inovações que atendem às demandas dos mais diversos segmentos da indústria e os mais variados perfis de consumidores.

A Tetra Pak no Brasil é referência global no que diz respeito à tecnologia e know-how, além de uma das mais eficientes do mundo segundo o sistema WCM (World Class Manufacturing). A empresa cria tecnologias, exporta talentos e é um dos mercados globais com maior diferenciação de tamanhos e formatos de embalagens. Isto permite oferecer à indústria de alimentos uma enorme gama de produtos alinhados às necessidades do consumidor com rapidez, flexibilidade e preços competitivos.

A Tetra Pak possui duas fábricas de embalagens e oito escritórios de vendas. A primeira fábrica foi inaugurada em 1978, na cidade de Monte Mor (interior de São Paulo), e a segunda em 1999, em Ponta Grossa (Estado do Paraná). Com esta estrutura, a empresa tem capacidade de desenvolver soluções completas e personalizadas para os seus clientes, com atendimento rápido e eficiente. Ambas as fábricas são certificadas por órgãos internacionais.

A atuação da Tetra Pak no Brasil está atrelada ao desenvolvimento da indústria e do mercado de alimentação. A chegada da tecnologia UHT (Ultra High Temperature) ao Brasil foi a responsável pelo aumento no consumo de leite, por exemplo, em todo o País. O consumo de leite dobrou ao longo da última década. O crescimento foi observado, especialmente, após a introdução do leite longa vida nos lares brasileiros.

A segurança do leite processado em total assepsia e a praticidade da embalagem que não necessita de refrigeração são os principais atributos do produto, segundo os consumidores. Além disso, o processo de ultrapasteurização aliado ao envase e a embalagem asséptica permitem que o leite chegue aos lugares mais distantes.

A inovação dos equipamentos para processamento e envase de alimentos da Tetra Pak, além dos novos conceitos de embalagens desenvolvidos a partir de um profundo trabalho de inteligência em pesquisa e tendências, permitiram ainda o desenvolvimento de outros mercados no País, tais como o mercado de sucos prontos para beber, bebidas de soja, leites aromatizados, produtos culinários, molhos e derivados de tomate.

As questões socioambientais fazem parte da cartilha de gestão da empresa, certamente, estão associadas às estratégias competitivas da empresa. É importante salientar que a empresa utiliza papelão proveniente de florestas planejadas/manejadas e apoia ativamente as atividades de reciclagem em todo o mundo. Todas as fábricas da Tetra Pak são certificadas por padrões ambientais internacionais e todas as operações locais participam de atividades ambientais pró-ativas.

3.2 Performance e as Políticas de Gestão Ambiental da Tetra Pak

A Política Ambiental da empresa descreve o compromisso ambiental em cada etapa da cadeia de produção e consumo, ou seja, da matéria prima até o uso pela sociedade.

Os compromissos e objetivos ambientais estão presentes na missão, estratégia e código de conduta corporativa da Tetra Pak. Cabe aqui revelar, na íntegra, a missão e os códigos de conduta ambiental da empresa:

Missão:

“Acreditamos em uma liderança industrial responsável, gerando crescimento com rentabilidade em harmonia com a sustentabilidade ambiental e boa cidadania corporativa.”

Código de conduta corporativa:

“Comprometemo-nos a gerenciar nossos negócios de forma sustentável e ambientalmente consistente. Definimos objetivos para a melhoria contínua de nosso desenvolvimento, busca de fontes, fabricação e transporte.”

Objetivo Climático:

“Neste item, a Tetra Pak determinou um objetivo climático agressivo: até 2010 a empresa tinha como meta atingir 10% de redução das emissões de CO2, comparadas com 2005, em números absolutos.”

3.2 Ações Socioambientais da empresa

A visão de sustentabilidade, seguramente, está apoiada em três pilares fundamentais, são eles: o econômico, social e o ambiental. Todos os seus sistemas são ecossustentáveis, os quais utilizam cada vez menos recursos gerando cada vez menos resíduos. Esses recursos, se possível, devem ser reciclados para que tenham vida útil pós-consumo. Atualmente, a empresa dispõe de uma boa infraestrutura de base tecnológica para atender a essas premissas.

A frase “Uma embalagem deve economizar mais do que custa” do fundador da Tetra Pak, Dr. Ruben Rausing, resume, em poucas palavras, as metas ambientais da empresa. A preocupação ambiental se estende por todo o ciclo de vida da embalagem que vai desde o cuidado com a origem das matérias-primas, passando pela certificação ambiental dos processos produtivos, chegando até a destinação das embalagens pós-consumo.

Com base nessas premissas, destacamos duas ações socioambientais visando a conscientização quanto os benefícios da reciclagem:

Cultura Ambiental nas Escolas:

O projeto “Cultura Ambiental nas Escolas” está levando a milhões de estudantes do ensino fundamental informações sobre o gerenciamento do lixo urbano, coleta seletiva, reciclagem e ciclo de vida dos materiais. Com esse projeto, a Tetra Pak contribui fornecendo informações e ferramentas para que os professores auxiliem jovens estudantes do ensino fundamental a ter uma visão mais abrangente a respeito dos problemas e soluções envolvidos na questão do lixo urbano.

Faz parte do projeto a entrega de um kit às escolas, que procura abordar o assunto meio ambiente como um tema transversal. O kit é composto pela cartilha “A Embalagem e o Ambiente” para alunos, pelo Caderno do Professor, pela revista “Meio Ambiente, Cidadania e Educação”, os vídeos “Quixote Reciclado” e “Carbono e Metano” por um informativo das oficinas pedagógicas, com depoimentos e exemplos, pelo folheto “Faça o seu papel!” e pelos posters “Ciclos de Vida das Embalagens”.

O kit foi desenvolvido em parceria com a Faculdade de Educação da Unicamp e já foi distribuído para mais de 50 mil escolas em todo o país.

Em 2009, uma nova se iniciou: O Portal Cultura Ambiental nas Escolas. Todo o conteúdo didático desenvolvido para o projeto foi adaptado para internet de modo a se criar um portal de educação ambiental moderno e interativo.

Site do Rota da Reciclagem:

Tendo em vista a importância da reciclagem e coleta seletiva, uma das ações criada pela Tetra Pak é o site do Rota da Reciclagem. Nesse espaço, os consumidores podem encontrar os pontos de coleta de embalagens como comércios e cooperativas mais próximos de sua casa.

Com base nessas ações de conscientização, a empresa inicia o processo reverso das embalagens pós-consumo. Todo processo reverso deve passar antes por um trabalho de conscientização, pois tais processos dependem dos retornos programados dos diversos materiais. É papel da empresa e do poder público criar este arcabouço de coleta seletiva que

possa resultar em processos reversos sustentáveis, pois os trabalhos de coleta são fundamentais parta que os materiais recicláveis sejam separados e destinados aos procedimentos.

3.3 O processo reverso da Tetra Pak

A reciclagem das embalagens da Tetra Pak começa nas indústrias de papel-parceiras, em um equipamento chamado hidrapulper. Durante a agitação das embalagens, com água e sem produtos químicos, as fibras celulósicas são hidratadas, separando-se das camadas de plástico/alumínio. Essas fibras são, então, utilizadas na produção de papel reciclado para confecção de caixas e tubos pequenos. As camadas de plástico/alumínio são usadas para fabricar peças plásticas ou placas e telhas utilizadas na construção civil.

O sistema reverso das embalagens longa vida é um processo pelo qual tais materiais são reintegrados à cadeia produtiva perfazendo mais uma atividade econômica, no caso, de cunha sustentável e com ecodesempenho.

O processo de reciclagem consiste de duas etapas independentes e sucessivas. A primeira delas é a reciclagem do papel e a etapa seguinte consiste na reciclagem do composto de polietileno e alumínio. O papel reciclado pode ser utilizado, por exemplo, para a produção de papelão ondulado, caixas, papel para tubetes. O composto de polietileno e alumínio pode ser utilizado para a fabricação de peças plásticas, placas, telhas ou se for por meio da sua separação completa via processo a plasma, para a produção de parafina e alumínio metálico.

A título de informação, a embalagem longa vida é composta de seis camadas formadas por três tipos de materiais: papel, responsável pela estrutura; polietileno de baixa densidade, responsável pela adesão e impermeabilidade entre as camadas; e alumínio, usado como barreira contra luz e oxigênio. O papel representa em média 75%, em massa, o polietileno representa 20% e o alumínio, 5%.

Uma vez coletadas por meio das iniciativas de coleta seletiva, as embalagens pós-consumo são enfardadas e encaminhadas para uma indústria papeleira. Na indústria, as embalagens longa vida seguem para um equipamento industrial chamado hidrapulper, que se assemelha a um liquidificador de grande porte e são misturadas a água e agitadas mecanicamente durante cerca de 30 minutos. Durante este tempo as fibras de papel da embalagem são separadas das camadas de plástico e alumínio misturando-se a água. As fibras de papel e a água passam por uma peneira no fundo do hidrapulper que retém o plástico com o alumínio deixando que a polpa siga o processo normal de fabricação de papel até se transformar em uma bobina de papel reciclado, enquanto o plástico e o alumínio, ainda unidos, são retirados do equipamento, são enfardados e seguem para outras empresas-parceiras para continuarem seu processo de reciclagem.

A reciclagem do composto de polietileno e alumínio das embalagens longa vida, atendem a três aplicações de processos industriais, são eles: a fabricação de peças plásticas, a fabricação de placas e telhas e a completa separação através da tecnologia a plasma, para outros fins.

3.3.1 A fabricação de peças plásticas

Os fardos desse composto chegam a um reciclador de plástico e entram em um processo de lavagem para retirar o pequeno residual de fibras de papel que ainda existe neste material. Uma vez limpo, o material passa por um processo de aglutinação que retira boa parte da umidade e faz com que o material ganhe densidade que será importante no processo seguinte qaue é a extrusão. Na extrusão o material é transportado por uma rosca aquecida que faz com que o material derreta e se homogeneíze formando uma massa uniforme que é pressionada contra uma tela, para a produção dos pellets que são pequenos fragmentos de plástico utlizados em equipamentos de injeção e rotomoldagem para a fabricação dos mais diversos artefatos de plástico.

3.3.2 Fabricação de placas e telhas

É o processo mais simples para a reciclagem do composto de polietileno e alumínio de embalagens longa vida. Os fardos desse material são recebidos das indústrias papeleiras e seguem diretamente para o processo de secagem e trituração. Uma vez triturado, o material é dosado em formas sobre um filme desmoldante e levado para uma prensa aquecida a cerca de 180°. As prensas são similares às prensas utilizadas para a fabricação de compensados de madeira. Após algum tempo nesta temperatura, o plástico se funde ao alumínio formando uma placa. Esta placa é retirada do equipamento e resfriada. Este tipo de placa pode ser na fabricação de móveis, ou em substituição a madeira em algumas aplicações, como por exemplos divisórias e tapumes para construção civil. Esta mesma placa, enquanto ainda quente, também pode ser moldada em formas onduladas para a fabricação de uma telha similar às telhas de fibrocimento. Esta telha reciclada tem propriedades térmicas interessantes além de ser mais leve.

3.3.3 Tecnologia a plasma

Nos dois processos anteriores tanto o polietileno quanto o alumínio das embalagens longa vida são reciclados em conjunto, ficando unidos após os respectivos processos. Com o desenvolvimento da tecnologia a plasma é possível fazer esta separação. Neste processo os fardos do composto de polietileno e alumínio que chegam das papeleiras são abertos e lavados para a retirada do residual de papel. Na sequência, o material é alimentado em um forno aquecido por uma tocha de plasma e no qual não há a presença de oxigênio. A tocha de plasma libera muita energia na forma de calor para este forno fazendo com que as cadeias de carbono do polietileno se quebrem em cadeias menores que são vaporizadas e extraídas do reator, enquanto o alumínio se funde. A temperatura do forno é acima de 700°. Após extraídas do reator, as cadeias de carbono gaseificadas são condensadas formando um composto parafínico que tem aplicações na indústria petroquímica enquanto o alumínio fundido é resfriado na forma de lingotes que volta para industria de alumínio para um novo ciclo de produtos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A logística reversa configura-se como um tema necessário quando o assunto é sustentabilidade real, entretanto, ainda engatinha em nosso contexto competitivo, porém, estamos evidenciando avanços e, certamente, será o tema de um futuro bem próximo. Os aspectos humanitários, socioeconômicos e, principalmente, aqueles envolvidos com a sustentabilidade foram os catalisadores de todo o contexto do artigo. As mudanças de paradigmas, em que se produzir a qualquer custo, sem pensar nos efeitos maléficos de nossas produções, estão em pauta e a sociedade consumidora e industrial está se conscientizando, ainda que a passos lentos, dessa nova e necessária filosofia de gestão.

O engajamento da sociedade diante deste novo modelo de preservação e respeito ao meio-ambiente evidencia que todos nós somos responsáveis, portanto, todos os processos nas várias etapas do ciclo de vida do produto devem ter uma responsabilidade compartilhada.

È possível criar alternativas produtivas sustentáveis que ao mesmo tempo possam: i) atender as expectativas ambientais de preservação e; ii) Criar novos segmentos de mercado e atividades econômicas com novos produtos que atendam um “ecodesempenho”. As ações conscientes de algumas organizações que aderem aos novos processos da logística reversa, transformando todo este arcabouço em geração de valor econômico, humano e ambiental, criando estratégias conscientes, expurgando visões distorcidas, refletem estratégias socioambientais de valor inquestionável perante a sociedade de hoje e, sobretudo, para as futuras gerações. .

REFERÊNCIAS

HOURNEAUX, Flávio Junior; BARBOSA, Maria de Fátima de O.; KATZ Sergio. Gestão Ambiental das Indústrias Brasileiras: Um Estudo de Caso. Disponível em: . Acesso em: 28 set. 2010.

LACERDA, Leonardo. (2002) – Logística reversa: uma visão sobre os conceitos básicos e as práticas operacionais. Rio de Janeiro, COPPEAD/UFRJ.

SARIAN, Gilberto (2003) – Logística reversa: os custos do retorno à origem. www.integration.com.br

LEITE, Paulo Roberto. Logística Reversa. 2ª ed. SP: Editora.Pearson, 2009.

GOMES. A.; MORETTI, S. A Responsabilidade e o Social: uma discussão sobre o papel das Empresas. SP: Saraiva, 2007.

OLIVEIRA, Franciara M. Estratégias de Responsabilidade Social Corporativa: Um estudo sobre os 231 Casos Concretos do Instituto Ethos. Disponível em: . Acesso em: 13 set. 2010.

Sites e Blogs:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Reciclagem_de_embalagens_longa_vida, acesso em 19/11/2011

http://mestrefernandobueno.blogspot.com, acesso em 19/11/2011

http://www.tetrapak.com, acesso em 19/11/2011

Artigos

Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade.com pela WEBTV. Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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