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“Meu cliente é inocente”.

“Meu cliente é inocente”.

Está para acontecer no Brasil, o dia em que um advogado, após um cidadão ser preso por algum delito, diga a frase “Meu cliente é culpado, mas há atenuantes do delito praticado” .

O que se ouve invariavelmente é : “vamos provar que meu cliente é inocente”, e outras tantas frases estranhas diante de fatos cabais do delito, depondo contra a classe dos advogados do bem, que exercem com o devido respeito a profissão.

Afinal, qual é o papel de um advogado ?

Em tempos de tanta realidade virtual, o papel do advogado acentua-se ainda mais no objetivo de contribuir com exercício da Justiça de forma plena, onde um criminoso não receba, por exemplo, uma pena ilegítima ou que esta pena vá além do crime cometido.

Contudo se um advogado, porém declara que seu cliente é inocente, mesmo sabendo que isto é uma inverdade, visando inocentar este contratante, sendo este culpado, ele não está exercendo seu papel de forma ampla, mas estará assim protegendo um criminoso em detrimento da sociedade, e sendo indigno com seu papel social.

Portanto o papel do advogado, não está e nunca esteve, circunscrito em defender alguém indiciado em pratica de algum crime, de qualquer espécie, desviando ou jogando a culpa em outro, ou na sociedade de forma generalizada.

Na verdade esta postura, de responsabilizar o outro, é bem brasileira, e emoldura um comportamento tupiniquim nas empresas, nos acidentes de trânsito, nos políticos e nos governos.

Mas nos advogados, tem passado dos limites nos últimos tempos…

Se procurarmos noticias antigas sobre Roger Abdalmassih, ex-médico que estuprou 39 mulheres, e fugiu para o Paraguai, após obter um habeas corpus de Gilmar Mendes, o maior habeascorpeiro do Brasil, o que encontramos do advogado do estuprador?

O “Doutor” José Luis de Oliveira, negou em 11.04.2011, que Abdalmassih quisesse fugir, “ele tentava apenas renovar seu passaporte, que é permitido por lei”.

É possível acreditar nisso?

Somos como cidadãos, “obrigados” a ouvir uma frase tão contrária ao comportamento do criminoso?

Ou seja, o problemas somos “nós”, que emitimos um valor de juízo “equivocado” quanto a este santo homem, que estuprou 39 mulheres que o processaram (sem contar as envergonhadas que não fizeram o mesmo), número próximo de 100 vítimas.

Nunca o réu ou acusado, neste caso de famosos, é culpado no Brasil.

Outro exemplo devastador, ocorreu com a menina Isabella Nardoni.

Roberto Podval, advogado desde 13 de abril de 2009, do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte da menina em março de 2008, resolveu adotar uma nova estratégia segundo O Globo, na defesa de seus mais recentes clientes, pois ” ele insiste na falta de provas e de conclusões para provocar uma reviravolta no caso e libertar o casal, preso em Tremembé, a 147 km de São Paulo”.

Afinal, é mais provável que Isabella se jogou voluntariamente pela janela.

O caso do ex-presidente Lula, segue a mesma ladainha.

Mesmo tendo uma conta de previdência privada do Banco do Brasil bloqueada pela Lava Jato, por constar 02 depósitos em dinheiro vivo, que totalizam R$ 9.900.000,00, nada de irregular há nisto.

A Brasilprev informou que as aplicações em previdência privada foram contratadas por Lula em 2014 e “segundo a instituição o montante foi depositado EM DINHEIRO VIVO, DE UMA ÚNICA VEZ, nas duas contas”.

Mas os advogados de Lula, alegam que o réu estaria sendo alvo de “perseguição política”.

Explicar tamanha anormalidade de levar numa agência bancária 100.000 cédulas de R$100,00, neste país infestado de assaltantes… nem pensar, mas afirmar inocência e perseguição é uma moleza.

Já pensaram? Ir a uma agência, sacar este montante, carregar um carro forte, levar para a agência destinatária…guarda armada … pessoal recepcionando para contar uma imensidão de cédulas, mesmo com máquinas … tudo normalíssimo para o defensor do indiciado.

Ou seja, a culpa é nossa, que achamos há algo estranho, jamais do réu.

No mais recente caso da tentaiva de homícidio contra o candidato Jair Bolsonaro, temos segundo o UOL, as seguintes palavras do defensor do acusado “Esse discurso de ódio é que desencadeou essa atitude do nosso cliente”.

Em suma, a responsabilidade da facada recebida, é da cabeça que gerencia a barriga do cidadão que levou a facada.

Que valor tem estas palavras quando sabe-se que ” O advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior utilizou um avião particular para deixar Belo Horizonte às pressas rumo a Juiz de Fora, na Zona da Mata, para participar da defesa de Adelio Bispo de Oliveira”.

E o advogado vai além … ” meu cliente não tinha intenção de matar, somente ferir” .

Que maravilha … então o cliente deste advogado é um homem de bem, somente queria ferir.

E mais ainda, nestas 2 ou 3 horas de contato entre 2 desconhecidos, advogado/cliente, o contratado já sabe das mais profundas intenções da alma desse até então estranho, talvez até um lunático, que nem psicólogos com anos de contato,conseguem desvendar.

Pode um defensor falar o que quiser, sem limites de congruência ou sentido com a realidade?

Advogar não prescindi falar a verdade ?

Parece que no Brasil o objetivo de alguns advogados que defendem criminosos famosos é confundir a população, ao invés de esclarecer a sociedade… afinal para esta parcela de advogados de famosos … “meu cliente SEMPRE é inocente”

Texto: Roberto Mangraviti
contato@sustentahabilidade.com

 

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade pela WEBTV. Palestrante, Moderador de Seminários Internacionais de Eficiência Energética, Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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