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Minha Vó já sabia…

Minha Vó já sabia…

O ser humano, em vista dos avanços da tecnologia do século em curso, e mesmo antes disto, esqueceu-se da importância que a própria existência humana lhe confere, como uma parte integrante maior (e melhor) da Natureza.
Universidades consomem rios de dinheiro para provar aquilo que minha Vó já sabia com um simples piscar de olhos de sabedoria, e com um décimo de estudo dos doutores .
Este “desprezo” pela capacidade humana, caminha no sentido inverso do avanço da verdadeira ciência, que deve avaliar a vida no planeta através da sensibilidade humana, e não a despeito dela.
A comprovar esta tese encontramos estudos que redescobrem o óbvio… e pior ainda, são divulgados na imprensa.
“Casais que riem juntos são mais felizes” é o título do artigo na seção “Saúde” de uma das melhores revistas brasileiras. A matéria informa que “ estudo americano mostrou que o riso em conjunto é indicador de uma relação prazerosa e duradora”.
Puxa que novidade… estamos pasmos com tal descoberta!
Como se nossas avós já não soubessem disso.
O mesmo viés difuso ocorre com a discussão inócua da emissão de gases efeito estufa ou poluição dos mares e rios, ou ainda, ambientes de trabalho nocivos ao bem estar.
Esperar produtividade contínua de funcionários em locais onde faltam gentileza, sorriso, solidariedade é como esperar que o leite não ferva e transborde após 10 minutos de aquecimento.
Procurar comprovar cientificamente que os gases de efeito estufa irão provocar danos que custarão muito caro economicamente para humanidade, é outro “estudo” onde quantias de recursos financeiros são consumidas dividindo a opinião técnica e a percepção da sociedade leiga, sem qualquer resultado prático.
Será um imenso avanço quando entendermos que “aquele” olhar silencioso de repreensão de nossos pais do passado, carregado de entendimento educador, é ainda algo de muito valor, e que poderá contribuir na escolha correta dos caminhos científicos da atualidade, para que deixem de inventar máquinas ou modelos de avaliação técnica que substitua o “desconfiômetro” humano.
Afinal é óbvio que as 30 mil toneladas (estimadas) de lixo nos mares não fará bem para o Planeta.
Precisamos avaliar isto ou devemos perguntar para minha Vó ?

 

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade.com pela WEBTV. Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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