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A mordida da centopéia

A mordida da centopéia

Derrubar um animal 15 vezes maior que o seu tamanho é facinho. Uma toxina recentemente identificada no veneno de uma centopéia tropical ajuda esse animal a dominar uma presa gigante em cerca de 30 segundos.

Mas, essa história não é tão trágica assim. Esse veneno todo pode ser um antídoto para as pessoas que sofrem devido as mordidas dolorosas, até mesmo fatais, das centopéia, segundo uma pesquisa relatada no dia 22 de janeiro na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

No Havaí, as mordidas de centopéia representam cerca de 400 visitas às salas de emergência por ano, de acordo com dados de 2004 a 2008. A principal ameaça é Scolopendra subspinipes, uma espécie ágil, quase do mesmo tamanho que a mão humana.

Mas foi a subespécie S. subspinipes mutilans quem estrelou estudos no Instituto Kunming de Zoologia na China e laboratórios de colaboradores. Os pesquisadores encontraram um pequeno péptido, agora chamado de “toxina assustadora”, em grande parte responsável pelo efeito do veneno.

Esta toxina bloqueia um canal molecular que normalmente deixa o fluxo de potássio através das membranas celulares. Uma grande razão de se permanecer vivo se deve ao potássio. Assim, o entupimento de alguns dos chamados canais KCNQ causaram caos em camundongos: respiração lenta e ofegante, pressão arterial elevada, disfunções de frizzling nervosas e assim por diante. A administração da droga “retigabine” de epilepsia abriu os canais de potássio e neutralizou muitos dos efeitos da toxina, aumentando a esperança de um tratamento para essas mordidas.

Ufa…!?

 

Texto:  Karen P Castillioni
contato@sustentahabilidade.com

 

Outros Textos da Autora

Seu cachorro pode estar te manipulando

 

Referência
https://www.sciencenews.org/blog/science-ticker/centipede-bite-epilepsy-drug

 

Figura:
https://billclarkbugsperts.com/wp-content/uploads/2012/05/bigstock-123593060.jpg

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Bióloga com Mestrado em Botânica pela UNESP.Desenvolvedora de estudos ligados à ecologia, conservação, sustentabilidade e impactos das alterações climáticas.

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