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O aquecimento global é real?

O aquecimento global é real?

Alguns cientistas afirmam que a temperatura do planeta está aumentando rapidamente, outros dizem que está diminuindo. Uns dizem que esse aumento é consequência das atividades humanas, outros que é um ciclo geológico natural, mas afinal, quem está certo?

Na verdade, os dois estão. Aquecimento global é um termo vastamente utilizado nos dias de hoje e refere-se ao aumento da temperatura superficial da Terra. Esse aquecimento pode ser sim natural, a geologia explica que existe uma variação da temperatura na Terra que acontece de tempos em tempos, comprovado por fósseis e outros organismos marinhos que são utilizados como marcadores.

Porém, a emissão de gases como o dióxido de carbono pela queima de combustíveis fósseis (como o petróleo) e o desmatamento também contribuem para o aumento da temperatura na Terra, causando o famoso ‘Efeito Estufa’ que além da temperatura do ar, aumenta também a temperatura dos oceanos.

O impacto desse aquecimento global nos oceanos foi estudado e discutido por muitos de cientistas que concordam ou discordam da teoria que o homem está impactando no ciclo geológico da Terra. Mas desde a criação de uma instituição (IPCC*) para estudar e publicar relatórios sobre as mudanças climáticas e previsões dos impactos para o meio ambiente, as discussões deixaram de ser se o aquecimento global é real ou não e passaram a ser sobre quanto e quão logo esses impactos acontecerão.

O nível do mar está aumentando, o que coloca a comunidade costeira (40% da população mundial) em risco, além de ameaçar as reservas de água potável do mundo. Com o derretimento das calotas polares, as reservas de água potável também sofrerão diminuição além disso, as espécies polares podem entrar em extinção. Com o branqueamento dos recifes de corais, a diversidade de peixes e outras espécies que vivem nesses ambientes serão drasticamente reduzidas. Com o aumento da temperatura, vem também o aumento da chance da dispersão de doenças para regiões que antes eram frias.

As consequências são imensas e colocam em xeque não somente a sobrevivência de inúmeras espécies marinhas, mas também a sobrevivência do ser humano, sem água, sem alimento e mais vulnerável à doenças.

A única certeza que temos portanto, é que para reduzir a temperatura da atmosfera e dos oceanos, precisamos reprimir dramaticamente e até mesmo extinguir as emissões dos gases do efeito estufa e do desflorestamento. E mesmo que isto venha a ocorrer, os gases que estão hoje na atmosfera, ainda levarão décadas para se dissiparem.

 

 

Saiba mais

*IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change): http://www.ipcc.ch/

 

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Mestre em Oceanografia, Física, Química e Geológica. Especialista em Estudos Ambientais para área petrolífera e Repostas a Derramamento de Óleo em Corpos Hídricos.

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