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O Dilema da Sustentabilidade

O Dilema da Sustentabilidade

Os temas Responsabilidade Social Corporativa e Sustentabilidade, largamente debatidos em toda mídia,criou, seja por alarmismo ou sensacionalismo, um foco específico em temas sócio-ambientais/naturais, como a necessidade de proteção ao mico leão dourado,devastação na Amazônia etc…
Naturalmente que os problemas acima descritos, são temas de importância fundamental, pelos motivos mais do que óbvios. Porém esse enfoque lúdico, quase poético, desviou, em
muito o foco para uma questão absolutamente crucial : decisões econômicas.
Questiona-se porque o tema sustentabilidade, em geral, recebe tanta ênfase nas questões naturais e pouco cuidado no aspecto econômico. A resposta provável : mudanças em sistemas econômicos, necessitam de dezenas de anos de esforços integrados e em geral são medidas impopulares que os governos protelam ao máximo em tomá-las.
Os EUA, por exemplo, transferiram parte da sua produção para a China, para manter o padrão de consumo norte americano ( quando uma crise já se avizinhava) através de uma produção mais barata, com mão de obra mal remunerada, acusações de dumping e de desrespeito ao meio ambiente. Esta foi a “ difícil”decisão diante da pressão da opinião pública por uma produção mais limpa. Transferir para outro quintal.
Saibam os leitores que em 1896 , o Químico sueco Svant Arrhenius alertou que a temperatura do planeta subiria, por conta da emissão de CO2 emitido pelos automóveis e queimadas. Isto significa que há 115 anos, um respeitado profissional,  previu que os níveis das águas subiriam e por questões diversas medidas não foram tomadas.
O economista inglês, Nicholas Stern, assessor da ONU, que esteve em São Paulo em 2010, estima que serão necessários em 2020 ,até 3% do PIB mundial para se evitar uma catástrofe. Em termos práticos, se o leitor é um empregado que ganha R$ 1.000,00, sem capacidade de poupança, teria que contribuir, via impostos, mensalmente com R$ 30,00 ( equivalente a 15 litros de leite mensal) visando compensar no futuro distante. Outra informação econômica relevante : as chuvas no nordeste no 1.o semestre de 2010, levou o governo federal transferir R$ 614 milhões para atendimento de vitimas e reconstrução. Entre 2004 e 2010 foram consumidos R$ 2,7 bilhões, em verbas, para reconstrução.
Os números falam por si, a questão no âmbito econômico é grave e empresários, governos e consumidores terão que fazer a lição de casa.

Roberto Mangraviti

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade.com pela WEBTV. Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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