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O futuro será do carro elétrico?

O futuro será do carro elétrico?

Volta à discussão o tema do carro elétrico. Depois de uma comissão de empresários ter apresentado o conceito do carro elétrico ao então presidente Lula, no final do seu mandato, muita água rolou por debaixo da ponte. No mercado internacional, nos grandes salões de automóveis, o carro elétrico e o híbrido (que pode funcionar tanto com seu motor elétrico quanto com o outro a combustível) vêm ocupando um espaço cada vez maior. Na fase atual do desenvolvimento da indústria automotiva mundial – pelo menos nos países industrializados, onde a questão da eficiência e da baixa poluição são fatores importantes – a maioria das marcas já lançou modelos de automóveis elétricos e/ou híbridos, todavia ainda a preços elevados.

Alguns fabricantes de veículos elétricos trouxeram alguns de seus carros para o País, esperando com isso divulgar a tecnologia: o Volt da Chevrolet, o Fusion Hybrid da Ford, o Leaf da Nissan e o Prius e Lexus da Toyota. A Mitsubishi apresentou em início de 2011 sete unidades de seu iMiEV, que no mercado internacional já vendeu mais de 30 mil unidades. O modelo, devidos ao imposto de importação e outros encargos, chega a custar R$ 200 mil, enquanto que sem os impostos seu preço cairia para R$ 80 mil.

O primeiro automóvel brasileiro equipado com motor elétrico e produzido regularmente é o Fiat Weekend, do qual já saíram 50 unidades e outras 70 serão fabricadas até 2015. O carro é montado no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos da Itaipu Binacional, empresa que está encabeçando um projeto formado por concessionárias de energia como a COPEL (Paraná), Cemig (Minas Gerais), Chesf, CPFL, Light, CEE (Rio Grande do Sul) e outras empresas privadas. Até o momento, o grupo já investiu US$ 10 milhões no projeto, produzindo a carroceria na fabrica da Fiat em Betim e importando o motor, a bateria, os inversores, os carregadores e o câmbio. Segundo o jornal O Valor, os parceiros do projeto já estão trabalhando para nacionalizar diversos itens do motor e a bateria. No projeto atual, o veículo alcança a velocidade máxima de 130 km/horas e tem uma autonomia de 100 a 150 quilômetros. Com uma recarga completa da bateria realizada em 8 horas, o veículo tem um consumo de R$ 8 para cada 100 quilômetros rodados, comparados aos R$ 28 para a mesma distância feita por um automóvel do mesmo modelo funcionando a gasolina. O item mais caro do veículo é a bateria, marca ZEBRA (Zero Emission Battery Reserach Activity), importada da Fiamm Sonick, representando 40% do custo do automóvel.

Outro projeto do consórcio de empresas em parceria com Iveco, do grupo Fiat, é o desenvolvimento de um caminhão elétrico de cabine dupla, com velocidade máxima de 70 km por hora, autonomia de 100 quilômetros e capacidade de transportar sete pessoas mais 2,5 toneladas de carga. Além disso, o grupo também construiu um miniônibus elétrico para 17 pessoas, o primeiro ônibus híbrido (eletricidade e etano) do Brasil, para 54 passageiros.

O carro elétrico vai adquirindo uma importância cada vez maior. Principalmente a partir de agora, quando fica provado que a Terra está se aquecendo e que este fenômeno é causado por nossas atividades, envolvendo a queima de combustíveis fosseis. O Brasil tem o combustível renovável, o etanol, que poderá vir a ser a opção ideal para utilização em carros híbridos.

Ricardo Ernesto Rose jornalista, graduado em filosofia e pós-graduado em gestão ambiental e sociologia. Desde 1992 atua nos setores de meio ambiente e energia na área de marketing de tecnologias. É diretor de meio ambiente da Câmara Brasil-Alemanha e editor do blog “Da natureza e da cultura” (www.danaturezaedacultura.blogspot.com)

 

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