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Pesquisa mapeia espécies da Amazônia

Pesquisa mapeia espécies da Amazônia

Cerca de 12% das florestas da Amazônia já foram perdidas. Estima-se que, até 2050, mais 9% das árvores terão desaparecido. Infelizmente, é difícil saber quais espécies de árvores estão tendo os maiores prejuízos com essa devastação, muito em parte pois é o trabalho de campo na pesquisa das espécies é muito complicado.

Mas, recentemente, uma equipe de mais de 158 pesquisadores fez um esforço sólido o suficiente para vencer a empreitada. Através de um extenso mapeamento, os cientistas calcularam os efeitos do desmatamento sobre 5.000 espécies de árvores, além de ter modelado o impacto em mais 10.000 espécies. “Com o cenário mercadológico atual, cerca de metade da Amazônia estará desmatada até 2050, levando espécies agora abundantes a um cenário de devastação também”, diz Hans ter Steege, um dos pesquisadores do time, da Universidade de Utrecht, nos Países baixos.

Os resultados encontrados sugerem que algo entre 36 e 57 por cento das árvores da Amazônia poderiam ser inseridas na lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza. Entre as espécies listadas, encontram-se algumas com valor comercial, tais como a Castanha do Pará e o Cacau.

Nigel Pittman, do Museu Field de História Natural, em Chicago, também participou do estudo. “Se colocássemos na lista vermelha todas essas espécies que sinalizamos, certamente o número de espécies ameaçadas aumentaria em um quarto, indo para algo em torno de 22%”, diz o pesquisador.

Entretanto, há algumas boas notícias também. Estes e outros estudos chamam a atenção para o assunto, sendo que há cada vez ações governamentais em torno do tema. O desmatamento vem diminuindo ao longo dos anos, e metade das florestas da Amazônia encontram-se atualmente em áreas protegidas. “Protegendo essas áreas contra ameaças de incêndio, degradação, desmatamento e mineração, será possível tornar a Amazônia uma vitrine de conservação em larga escala, exemplo para o mundo”, diz Steege.

Autor: Cristian Reis Westphal
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Estudante de Engenharia Química. Lidera há 7 anos o projeto Ciência e Astronomia, que compartilha informações nas áreas da ciência e astronomia. Trabalha com divulgação científica em escolas e disponibiliza telescópios para observações em praças.

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