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Quem (re)clama por um Brasil melhor, deve trabalhar por ele.

Quem (re)clama por um Brasil melhor, deve trabalhar por ele.

Faz parte do ser humano clamar por melhoria há milênios. Ainda bem… é deste desejo de mudanças que nascem os agentes transformadores. Mas no Brasil as  palavras “luta”, “guerra”, “violência”, estão equivocadamente associadas a estas demandas, e de forma desconstrutiva, pois não estão amparadas em princípios básicos: pacifismo, humanismo, despolitização partidária e cultura do bem.

Para que possamos “sentir” melhor estas necessidades construtivas, tomemos emprestado duas figuras públicas para comparação: Nelson Mandela e Fidel Castro. Todas as qualidades acima descritas, se encontram na alma de um, e absolutamente ausentes no espírito de outro. Ambos revolucionaram a história de um país, porém um libertando seu povo e outro aprisionando-o. Portanto o clamor das ruas por mudanças, que não estiver amparado no exemplo de um Mandela, é desconstrutivo e totalmente inapropriado ao país. O Ensino Público precisa de melhorarias urgente?

Claro que sim ! Portanto senhores que clamam por isto, inicialmente, sejam cooperadores e atuem como voluntários em escolas públicas, ministrando aulas de português e matemática, desassociadas de movimentos políticos, focando simplesmente no ser humano a ser educado. E após construírem uma jornada no bem social, verdadeiramente, seus clamores públicos terão profunda ressonância, pois estarão  referendado por uma história de ação construtiva, em contraponto aos “gritos de guerra” das redes sociais,  que apoiam invasões de escolas, sem nenhuma contribuição ao ensino, que já é péssimo quando há  cumprimento de 100% do calendário, ficando pior ainda, quando interrompido.

A Saúde no país encontra-se em frangalhos? Claro que sim, e no momento não importa qual  governo causou este estrago. Portanto para quem clama por mudanças, acolham necessitados, apoiem causas sociais, visitem no Natal crianças hospitalizadas com câncer levando um sorriso de esperança. Ou  ainda, levem ao menos, as sobras do réveillon (que muitas vezes irão para o lixo) aos idosos que estão largados as pencas nas ruas de todo Brasil.

A construção regular e constante de uma estrada na ação solidária, é que irá classificar a dimensão e a qualidade da reclamação, sem que se faça necessário  convencer ninguém disto, pois as ações praticadas na paz, falarão por si só se estiverem amparadas em  princípios honestos  da  alma. E para que estas demandas sejam verdadeiras e “ouvidas” pela sociedade, os “reclamantes” deverão antes de tudo, cumprir sua missão de humanistas ligados ao pacifismo, de forma despolitizada e focados na cultura do bem, para colherem aí sim, os frutos de suas rogativas.

O slide com estes agentes, é um bom indicativo de tantas pessoas que passaram pelo planeta, como políticos, religiosos, artistas, enfim … construindo suas respectivas histórias com AÇÕES, sendo que nenhum deles utilizou-se na suas jornadas,  expressões doentias do tipo “luta” ou “guerra,   vistas diariamente no Facebook, por agentes que se julgam “transformadores sociais”, sem terem lançado,  na maioria dos casos, uma única semente no trabalho daquilo que tanto (re)clamam.

Portanto, falem menos e façam mais …  agora é o momento de reconstruir!

Texto: Roberto Mangraviti
contato@sustentahabilidade.com

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade pela WEBTV. Palestrante, Moderador de Seminários Internacionais de Eficiência Energética, Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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