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Sérgio Moro resgatou meu prazer pelo Futebol.

Sérgio Moro resgatou meu prazer pelo Futebol.

Amigos que acompanham nossas publicações, não se assustem.

Sim, sim … Sérgio Moro resgatou meu prazer pelo Futebol.

Como isso é possível ?

Vamos explicar porque.

Quando íamos  ao charmoso Estádio do Pacaembu, em São Paulo, nos anos 60, era uma alegria só.

As torcidas sequer eram separadas, irmanadas, assistiam o espetáculo juntas.

Cansei de assistir,  o Divino Mestre Ademir da Guia bailar no campo, ao lado de  amigos corintianos e são paulinos, sem nenhum problema, na mesma arquibancada.

Afinal nos times adversários também tinham seus craques … o “10” do São Paulo era o Gerson, Rivelino do Corinthians e um tal de Pelé no Santos. Brigar para que ?

Era diversão garantida e certeza de grande espetáculo.

Mas ainda tínhamos um tal de “anjo das pernas tortas”, que fazia os zagueiros de bobos, literalmente.

Assistíamos aos jogos do Botafogo para rirmos dos adversários, pois Mané Garrincha,  rodopiava em torno dos boquiabertos beques que sequer ousavam uma aproximação parar  tomar-lhe a bola.

Pelo contrário… andavam como caranguejos para trás temendo o desastre do porvir…um drible humilhante.

Alguns procuravam auxílio nos companheiros, cercando-o em grupo.

KKKKK . Mané simplesmente destruía o cerco adversário e passava como um rojão por entre tropa  desnorteada, composta por homens que mais pareciam  baratas tontas.

Outros resolviam enfrentá-lo individualmente, mas empregando  violência e com postura agressiva desde o início do jogo.

Pura ilusão … como se diz  no jargão futebolístico, não “achavam” o cara em campo, pois Garrincha passava por cima da violência, sem levar o pontapé, que fora desferido sem sucesso, ante um drible devastador.

Dizem que Garrincha, até em final de Copa do Mundo, entrava em campo sem saber qual era o país adversário… e muito menos o nome do seu marcador.

Assim é Sérgio Moro.

Alguns jornalistas, tentam “marcar”  o Ministro da Justiça, com perguntas sutis ou envoltas de uma postura típica de um “adversário”.

Mas como temem o “drible” do nosso craque… vão andando para trás, quase que temendo irritar o nosso “Garrincha”, que vai driblando os adversários, sem a menor preocupação.

Assim como Mané Garrincha desconhecia o nome dos seus marcadores, chamando-os todos de “João” , da mesma forma se mostra Sérgio Moro no campo do jogo político, tratando os  jornalistas como “joões”.

Ontem, ao arguir o Ministro da Justiça sobre o pacote anticorrupção, o jornalista se apresentava como de praxe, “fulano de tal do diário das couve “ e Moro, simplesmente respondia chamando-os de “senhor” ou “senhora”, desconhecendo o nome  do time do adversário, mas  não sem antes enfiar a bola no meio do infeliz desnorteando.

Por vezes, como um craque que é, tinha a humildade de recolher o adversário abatido no chão, depois do drible acachapante.

Outros, sabendo que o “jogo” era difícil e o nosso jogador um gênio, decidem partir pro pau na premissa  da pergunta.

Péssima ideia … para estes, o  drible é mais  humilhante ainda, e ao ultrapassar, lança um sorriso maroto … “gostou bobão?”.

O clima do auditório, mostra jornalistas atônitos, como baratas tontas, todos driblados, num jogo onde o nosso goleador sequer suou a camisa.

Ou seja, não temos jornalistas a altura para acompanhar este ritmo de jogo… especialmente para os que querem produzir um espetáculo de disputa, posicionando-se  como “adversários”, ao invés de plateia respeitosa.

E o mais interessante … Moro acaba criando no cidadão comum, o gosto pelo espetáculo circense desses maus jornalistas, gerando ansiedade na “geral” que aguarda uma nova entrevista, como antigos torcedores de futebol aguardavam a peleja …  pois será tão engraçado quanto era nos anos 60, quando  Garrincha jogava os “russo” no chão.

Por estas e outras, que  Sérgio Moro  resgatou meu prazer pelo futebol, pois para me divertir, agora somente nos cabe saber onde será o próximo “jogo”, sem me interessar se o Tite convocou A ou B.

Então fica aqui um pedido encarecido… Senhor Ministro, por favor, marque suas entrevistas coletivas para Domingo a tarde… não quero perder este “Fla X Flu” com a impressa, onde o jogo é muito melhor que assistir a Seleção Brasileira.

Sinal dos novos tempos, onde  ser brasileiro agora é curtir  “este”  jogo.

E como todo brasileiro verdadeiro é um amante do bom futebol, gostamos de vestir a camisa “canarinho” … sentar no meio da galera, todos juntos e misturado, para  assistirmos nosso novo “Garrincha” do Século XXI azarar os zagueiros adversários, como nos anos 60…  afinal estamos cheios de “adversários” ávidos para fazerem o papel do zagueiro “ bobão”.

Prezado Sr. Ministro, vê-lo jogar é diversão garantida e certeza de bom espetáculo !

Texto: Roberto Mangraviti

contato@sustentahabilidade.com

 

 

 

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade pela WEBTV. Palestrante, Moderador de Seminários Internacionais de Eficiência Energética, Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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