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Teoria da Relatividade – 100 Anos… Brasil nota Zero!

Teoria da Relatividade – 100 Anos… Brasil nota Zero!

O ser humano, especialmente o nascido em terra tupiniquim, possui uma extrema dificuldade de entender a relatividade das coisas. Falta de entendimento (estudo)? De vontade? De coragem? É uma ou outra face desta verdade que compõe a teoria da relatividade e a proporção das coisas.

O “entendimento” é um substantivo masculino, que significa a faculdade de avaliar os seres e as coisas. Este é o primeiro passo para quem quer pensar com lógica.

Por exemplo, o Brasil é um país violento? São Paulo é um estado violento?

Eis um caso típico de falta de entendimento da relatividade das coisas, pois o Brasil é detentor de índices de homicídio superiores a países em guerra civil pelo mundo. Portanto, é  considerado um pais violento. Apresentamos 25,8 homicídios por 100 mil habitantes. Já o Estado de São Paulo, apresenta uma taxa inferior a 50% da média nacional, com 10,3 homicídios por 100 mil habitantes, sendo a menor taxa do país. Motivo de orgulho para os paulistas? Óbvio que não! Mas o Estado do Ceará que apresenta absurdos índices de 48,6, ou seja, o dobro da média brasileira (que já é absurda!) deveria ser noticiado no Jornal Nacional diariamente. No entanto, o foco do noticiário recai sobre as metrópoles com evidentes interesses econômicos. Portanto se o foco da divulgação não esta adequado, a solução social se distancia. Logo, a população não toma o real conhecimento do problema. Concluímos então que,  nem em São Paulo e muito menos o Brasil, está trabalhando para solucionar uma ou outra situação, uma vez que não há “entendimento” da proporção das coisas e relatividade delas.

Teoria da Relatividade

 

Quanto à “vontade” é um substantivo feminino, sendo definido como uma força interior que impulsiona o indivíduo a realizar algo para atingir seus fins ou desejos, com ânimo, determinação e firmeza.

A “vontade” é algo que, por vezes, se encontra escondida nos recantos da alma, requerendo esforço para ser localizada e requer conhecimento/estudo para isto. Será inserida, portanto, após superar o “estudo”.

Precisamos de “vontade “para entender que São Paulo não é uma metrópole violenta para os padrões mundiais. Embora o objetivo sadio de qualquer gestão seja “assassinato zero” temos que combater não os índices, mas sim as chacinas e outras formas de violência que geram esta violência. Simples assim.

Quanto à “coragem”, a última face do triângulo da “relatividade das coisas”, mesmo sendo um substantivo feminino, possui uma aparência híbrida; a moral forte perante o perigo, os riscos; bravura, intrepidez. Ou ainda, firmeza de espírito para enfrentar situação emocional ou moralmente difícil.

Temos no “petrolão“ um bom exemplo disto. Que o episódio é o maior absurdo do Planeta, custando mais que todo investimento para recuperar o estrago do tsunami ocorrido na Indonésia, não se discute. Que a corrupção tem residência nos porões de qualquer governo em qualquer lugar do mundo, também não há que se discutir. Porém a “proporção” do estrago, dada a dimensão do ocorrido, qualifica competência e qualidade na gestão do governo… e consequentemente sua coragem. Se o conceito de coragem significa “espírito para enfrentar situação emocional ou moralmente difícil”, fica muito estanho ouvir pessoas que se valem da “lógica” que todo mundo rouba para justificar este tsunami nacional ocorrido com nossos valores. Falta a elas não somente “entendimento” e “vontade”, mas acima de tudo “coragem” para admitir esta falseta. Em suma falta compreender o óbvio: a teoria da relatividade.

Portanto quem não enxerga a relatividade das coisas precisa começar a entender, através do estudo e, com vontade, para ter coragem de mudar sua posição.

 

Autor: Roberto Mangraviti

Email: contato@sustentahabilidade.com

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Economista e Facility Manager em Sustentabilidade. Editor, diretor e apresentador do Programa Sustentahabilidade pela WEBTV. Palestrante, Moderador de Seminários Internacionais de Eficiência Energética, Consultor da ADASP- Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de São Paulo e colunista do site do Instituto de Engenharia de São Paulo.

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