Artigos

Uma jovem de 14 anos, indígena… nossa nova colunista.

Uma jovem de 14 anos, indígena… nossa nova colunista.

Olá! Eu sou a Marcieli, uma garota de 14 anos e moro na aldeia indígena “karugwá”, localizada na região sudeste do Estado de São Paulo, no município de Barão de Antonina.

Aqui na aldeia moram cerca de 90 indígenas, entre mulheres, homens e crianças tupis guarani.

Sendo assim, há uma escola dentro da aldeia e, eu estudo nela cursando o 9⁰ ano.

Os professores são indígenas aqui na aldeia, e temos também professores específicos para as aulas de cultura da nossa etnia tupi.

Nessas aulas, são passados os costumes e tradições do nosso povo aos jovens, às crianças e para os adultos, que estudam na EJA(*) no período noturno.

Apesar de se ter perdido muito da nossa cultura, ela ainda continua viva e nós ainda mantemos a nossa tradição.

Os homens casados e solteiros gostam muito de caçar e pescar, por isso temos que manter na nossa aldeia estes costumes indígenas, como fazer artesanatos, falar a nossa língua, cuidar da nossa mata, proteger os animais e não deixar que sujem os rios.

Em nossa aldeia karugwá, não vivemos somente da caça e da pesca como antigamente, e hoje temos apoio da FUNAI ( Fundação Nacional do Índio),CEPSP (Conselho Estadual do Estado de São Paulo), e SESAI(Secretaria Especial de Saúde Indígena).

Espero que o leitor deste site tenha gostado desta minha primeira reportagem, e informo que enviarei outras para que vocês conheçam a organização de uma aldeia indígena.
Até breve !

Texto: Kunhã Póty Porã – Marcieli
contato@sustentahabilidade.com

Notas do Editor

1) Estamos iniciando hoje a publicação de reportagens com esta jovem indígena de 14 anos, que reside com 37 famílias numa aldeia distante a 2 km da cidade de Barão de Antonina, com 153,1 km² e conta 3 116 habitantes, segundo o último censo. A coluna foi batizada como “ Direto da Tribo”.

2) EJA- Educação de Jovens e Adultos, é um modelo de ensino desenvolvido e aprovado em 1996, para resgatar adultos/adolescentes que estiveram fora das escolas quando crianças.

3) O nome indígeana “kunhã póty porã” significa “mulher flor bonita”.

Clique para adicionar um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.

Artigos

Mais em Artigos

Mulher na Dependência Quimica

A vulnerabilidade da mulher e a Dependência Química – Parte 2

Dependência Química19 de janeiro de 2018
Fragilidade Humana

A fragilidade humana …”matéria prima” dos ditadores.

Roberto Mangraviti17 de janeiro de 2018
Investimento

Investimento X Resultado em Qualidade e Sustentabilidade

Roberto Roche16 de janeiro de 2018
crise economia

Consequências da crise econômica: quem vai registrá-las?

Ricardo Rose15 de janeiro de 2018
Lições de Mark Zuckerberg

Lições de Mark Zuckerberg para universitários brasileiros

Roberto Mangraviti14 de janeiro de 2018

Como aparar as asas de aves mantidas como pet

Adriana Tereza Petrocelli13 de janeiro de 2018

Conheça nossa nova Colunista: Adriana Tereza Petrocelli

Bel Gimenez13 de janeiro de 2018
O preço do cobre, os veículos elétricos e a energia renovável

O preço do cobre, os veículos elétricos e a energia renovável.

Roberto Mangraviti12 de janeiro de 2018

Desmatamento na Amazônia, é um estrago irrecuperável?

Roberto Mangraviti10 de janeiro de 2018

Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem?

Temporibus autem quibusdam et aut officiis debitis aut rerum necessitatibus saepe eveniet.

Copyright © 2015 Sustentahabilidade - Todos os direitos reservados.
Os artigos publicados neste Portal, são de responsabilidade exclusiva de seus respectivos autores. Para mais informações: contato@sustentahabilidade.com

Outros emails específicos: classificados@sustentahabilidade.com dependenciaquimica@sustentahabilidade.com

Translate »